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Sistema de avaliação de espécies

O ornitólogo Alexandre Aleixo coordena uma equipe de dez pessoas que está finalizando um banco de dados com espécies candidatas a entrar na lista de espécies ameaçadas de extinção no Estado do Pará. A elaboração dessa lista é a principal meta do componente sistema de avaliação de espécies.

“O banco de dados inclui vertebrados terrestres e peixes, diversos grupos de invertebrados e plantas superiores”, esclarece Aleixo, afirmando que será realizado, ainda no segundo semestre de 2003, um workshop para discutir esse banco de dados com especialistas de outras instituições. “Só então será gerada a lista de espécies ameaçadas no Estado”.

Para cada espécie candidata a ameaçada de extinção, o banco de dados fornecerá a percentagem da área que ocupa no Estado e a percentagem que não está mais disponível para sua reprodução. A metodologia segue quatro etapas:

1 - Saber qual é a ocorrência da espécie (mapa de distribuição);

2 – Analisar as preferências ecológicas da espécie (quais árvores ou plantas precisam para sobreviver, etc);

3 – Avaliar as possíveis ameaças que a espécie enfrenta (caça, comércio, destruição de habitat, etc) e

4 - Avaliar a abundância da espécie, com base em dados disponíveis na literatura especializada e em relatos pessoais de pesquisadores.

Pipra vilasboasi“Vamos sugerir ao Governo do Estado que transforme a lista em Lei Estadual”, adianta Aleixo, citando antecipadamente duas espécies que com certeza farão parte da lista de ameaçadas de extinção: a ave Pipra vilasboasi e a aranha Taczanowskia trilobata. A primeira, descoberta em 1957, ficou 45 anos sem ser encontrada na natureza. Em 2002, foi documentada na região de Novo Progresso, no sudoeste do Pará, onde a mata vem sendo sistematicamente derrubada por conta da expansão da soja. A segunda não é encontrada em campo há mais de cem anos. Foi documentada pela última vez dentro dos limites do município de Belém no final do século XIX e consta da recente lista do Ibama de espécies ameaçadas de extinção.

 

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Biodiversidade da Amazônia Online é um site do Museu Paraense Emílio Goeldi
Fotos: Dario Amaral, Avila-Pires, Inocêncio Gorayeb, Samuel Almeida, Roberta Valente, Regina Lisboa
Mapas: CI-Brasil e Museu Goeldi