MUSEU
GOELDI É DESTAQUE NA MÍDIA |
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| O Destaque Amazônia apresenta nesta edição um breve resumo da pesquisa "Museu Goeldi nos jornais de Belém: uma instituição de pesquisa e/ou um parque encantado?", realizada pela jornalista Netília dos Anjos, doutoranda em Lingüística (UFPE) e bolsista PCI da área de Comunicação Social do MPEG até fevereiro de 2001. | ||||||
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Netília analisou os textos publicados nos meses de março e julho do período compreendido entre 1995 a 1999 pelos jornais O Diário do Pará, O Liberal e A Província do Pará. Os textos fazem parte do acervo da Base de Dados de Informações Jornalísticas sobre C&T na Amazônia (BDIJAm), organizada pelo Serviço de Comunicação Social (SCS) do MPEG. O caderno Pará da Gazeta Mercantil não entrou no universo de estudo pelo fato de ter começado a circular apenas em 1998. A pesquisa foi realizada a pedido do SCS com o objetivo de nortear as ações de comunicação referentes à imprensa. Utilizando como metodologia de pesquisa a análise de conteúdo associada à uma análise lingüístico-discursiva, a jornalista investigou 289 textos, dos quais 116 referem-se à instituição como um todo e/ou à direção, e os 173 restantes distribuem-se tematicamente na lista a seguir, ordenada segundo o maior volume de matérias: Ecologia, Parque Zoobotânico, Ciências Humanas, Zoologia, Editoração, Difusão/educação e extensão, Botânica/química, Estação Científica Ferreira Penna e Documentação. A análise demonstrou que há uma grande demanda por parte da mídia/população de informações sobre o Parque e de pesquisas que tratam questões de interesse direto da comunidade como: campanha contra poluição das águas dos rios da região, qualidade da água que abastece Belém, eventos que trataram sobre manguezais, treinamento de artesãos locais na produção da cerâmica marajoara e tapajônica, etc. Estes assuntos foram numerosos em textos e também motivaram as maiores coberturas jornalísticas, incluindo várias reportagens de páginas inteiras. |
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Os textos a respeito do Parque Zoobotânico (PZ) mostram, em sua maioria, um grande carinho pelos habitantes animais, cujo tratamento por parte da instituição é motivo constante de críticas ou elogios. O episódio da morte de 120 tartarugas no PZ, em julho de 1995, em decorrência do excesso de sal no tratamento para combate de parasitas foi um marco na relação Museu e imprensa/população. Os textos sobre o episódio foram ficando mais ácidos e críticos com o desenrolar do caso, na medida em que a direção preferiu silenciar sobre o assunto. "Um silêncio interpretado pelo discurso jornalístico como dissimulação ou omissão por parte da instituição", explica Netília, acrescentando que essa postura de se afastar do contato com a imprensa, em vários momentos, prejudicou a imagem da direção do Goeldi e da própria instituição. Além de apurar os assuntos e as ações produzidas pelo Museu Goeldi de maior interesse por parte da mídia jornalística, a pesquisa de Netília dos Anjos recenseou as diversas formas pelas quais a instituição é nomeada diariamente pelos jornais de Belém. Das 1258 referências à instituição encontradas nos textos jornalísticos, a referência Museu/museu domina 27% do material estudado. |
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"A
expressão Museu é usual nos títulos e manchetes das matérias jornalísticas
dispensando a necessidade de complemento para especificar que se trata do
Goeldi", ressalta Netília. Ou seja, para a cidade de Belém até o ano
de 1999 o uso da expressão Museu ou museu ainda tem como referente
o Museu Paraense Emílio Goeldi, a despeito da existência de outros museus
na capital paraense. As demais formas de nomeação foram Museu Goeldi e Museu
Emílio Goeldi (12% cada uma) e Goeldi (9%).
Finalizando, pode-se dizer que no discurso dos jornais de Belém a respeito do Museu há tanto adesões (quando se solidariza com momentos de dificuldade orçamentária e na divulgação de eventos e informações), quanto críticas (cuidados com os animais, mau estado do parque). Contudo, as manifestações de apoio são mais freqüentes que as críticas. "A instituição se constitui em uma referência obrigatória para a imprensa em pesquisa básica em arqueologia, antropologia, botânica, zoologia, ecologia e ciências da terra, além do trabalho de reprodução de animais que desenvolve no Parque (inclusive de tartarugas amazônicas). Os textos observados também mostraram que, freqüentemente, a imprensa toma o Parque pelo Museu como um todo. Além disso, os assuntos enfocados sobre o parque zoobotânico se prestam a reforçar o imaginário popular quanto a esse local, que é considerado um paraíso representativo da Amazônia em pleno coração da cidade, um verdadeiro parque ainda encantado", observa em suas considerações finais a jornalista e pesquisadora Netília dos Anjos. |
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| Que
museu é esse?..................................................................... O Museu Paraense Emilio Goeldi foi fundado em 1886 com o nome de Associação Philomática pelo naturalista Domingos Soares Ferreira Penna. Em 1896, o então diretor Emílio Goeldi conseguiu um novo espaço nos limites da cidade, onde funcionavam as "rocinhas", para instalar um parque zoobotânico e o próprio Museu. O parque zoobotânico tem uma mostra significativa da flora e da fauna da Amazônia que pode ser visitada e conhecida pela população. Além disso, é um local onde a instituição expõe os resultados das pesquisas desenvolvidas na casa. O Museu Goeldi, instituição de pesquisa científica mais antiga da Amazônia, desenvolve pesquisas nas áreas de Ciências Humanas (Arqueologia, Antropologia e Lingüística), Botânica, Ciências da Terra (Ecologia e Paleontologia) e Zoologia. Também tem o parque zoobotânico mais antigo do Brasil, que é visitado por mais de 300 mil pessoas por ano, fazendo parte do imaginário infantil e dos belenenses. |
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