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O registros de etnógrafos estrangeiros que viveram na Amazônia no início do século XX, como o alemão Curt Nimuendaju e o bretão Constant Tastevin, estão enraizados nas práticas sociais da história indígena, do indigenismo e da própria antropologia como disciplina científica. Correlacionamos estes dois autores com o objetivo de destacar a relevância da etnografia e da tradução cultural para a história do conhecimento sobre a região. Na investigação dos seus rastros documentais, não se trata de cultuar vultos arcaicos, mas de propor uma experiência de leitura de testemunhos de um passado recente, e reinterpretar seus depoimentos em termos da problemática atual dos movimentos indígenas em situações de fronteira étnicas e nacionais. Propomos, assim, uma apropriação criativa e democrática das contribuições etnográficas para pensar a história em sua atualidade.