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Ilhas do Combu e Algodoal são tema de nova publicação do Museu Goeldi “Diversidade biológica das áreas de proteção ambiental: Ilhas do Combu e Algodoal-Maiandeua, Pará/Brasil” socializa os resultados de 30 anos de pesquisas do Museu Goeldi nas duas ilhas, áreas de proteção ambiental
“O interessante em publicar esta obra surgiu da possibilidade de apresentar informações inéditas sobre diversos grupos taxonômicos dessas ilhas”, diz o pesquisador do Museu. Situada à margem esquerda do rio Guamá, a ilha do Combu é parte do município de Belém (PA). Já a ilha de Maiandeua, cujo nome tem origem no tupi e significa "Mãe da Terra", também conhecida como ilha de Algodoal, pertence a um ecossistema de oceano. Ambas estão no Estado do Pará e têm comunidades que subsistem da pesca, da agricultura e do turismo. Estudar para conservar – Combu e Algodoal são ambas Áreas de Proteção Ambiental (APA). Áreas extensas, com certo grau de ocupação humana, dotadas de atributos importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações que nelas habitam, e que pelo status de APA estão protegidas em sua diversidade biológica, as APAS têm seu processo de ocupação disciplinado e a sustentabilidade do uso dos recursos naturais assegurada. “Diversidade biológica das áreas de proteção ambiental: Ilhas do Combu e Algodoal-Maiandeua, Pará/Brasil” traz quase 500 páginas, com informações inéditas sobre os diversos grupos de plantas encontrados no Combu e em Algodoal, como samambaias, orquídeas e bromélias. “A obra consta de 28 trabalhos, que abrangem as áreas de taxonomia, ecologia, morfologia e anatomia vegetal; florística; plantas aromáticas e medicinais; manejo; fenologia; e outras áreas correlatas, referentes ao homem e ao meio em que vivem”, explica Mário Jardim na Apresentação da obra. O livro oferece, por exemplo, um inventário das pteridófitas, plantas popularmente conhecidas como samambaias, e das orquídeas, família do reino vegetal que mais se destaca em número de espécies e que, devido a sua grande variedade genética, tem sua importância ligada ao potencial ornamental de suas flores. Composta de duas seções, onde a primeira traz os trabalhos científicos voltados para a Ilha do Combu e, a segunda, apresenta os resultados das pesquisas realizadas na Ilha de Algodoal, a publicação conta, ainda, com imagens e gráficos que auxiliam na compreensão dos textos de caráter científico. Materialização de 30 anos de estudos científicos, “Diversidade biológica das áreas de proteção ambiental: Ilhas do Combu e Algodoal-Maiandeua, Pará/Brasil” integra a coleção Adolpho Ducke do Museu Emílio Goeldi. Serviço - Diversidade biológica das áreas de proteção ambiental: Ilhas do Combu e Algodoal-Maiandeua, Pará/Brasil está disponível para doação na Coordenação de Informação e Documentação (CID) do Campus da Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi, sito à Avenida Perimetral, 1901, Terra Firme. Mais informações pelo telefone (91) 3217-6061 Texto: Lucila Vilar
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