As prioridades da gestão do MPEG
O que importa e preocupa o Museu Goeldi sob o comando de Ima Vieira e Nilson Gabas
Agência Museu Goeldi – Com o imenso desafio de pesquisar a diversidade biológica e sociocultural da Amazônia com um orçamento de R$ 10 milhões, o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) se prepara para uma nova etapa de sua história. A ecóloga Ima Vieira se despede do comando da instituição, que passa a ser conduzido pelo lingüista Nilson Gabas Jr. escolhido e nomeado para o cargo de Diretor da Casa para o quadriênio 2009 -2013.
“O grande problema da instituição hoje é a falta de pessoal nas áreas de pesquisa comunicação e gestão administrativa. aponta a Diretora Ima Vieira. Em recente apresentação no Programa Conhecimento para Todos do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ima Vieira, resumiu as questões cruciais com que se depara a comunidade científica do Museu Paraense Emílio Goeldi: a instituição cresceu em número de pesquisas, mas o número de pesquisadores tem caído muito.
Outro entrave apontado pela Diretora está relacionado à questão de políticas públicas para o campo científico:" A isenção da ciência para subsidiar ações políticas do Estado brasileiro". Mas, apesar das dificuldades, ela celebra o fato que nos últimos dez anos mais de 100 espécies foram descobertas por pesquisadores do Museu Goeldi. Além disso, com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o Museu ampliou seu acervo em 42%, adquirindo também equipamentos que melhoraram a preservação dos exemplares das espécies coletadas.
No horizonte científico do Museu Goeldi está a preocupação com o estudo de outra riqueza amazônica – a sociodiversidade. Um programa de destaque da pesquisa será o de valorização e preservação das línguas indígenas no país por meio de documentos diversos e técnicas de arquivamento, que contam com a mais alta tecnologia disponível, uma ação da área de Lingüística do MPEG, de onde vem o novo Diretor, Nilson Gabas. O projeto mantém a tradição reconhecida do Museu Paraense Emílio Goeldi nesse campo, confirmando sua posição como referência internacional.
Para ambos os diretores uma questão é certa: nada de se acomodar. O futuro institucional exige capacidade analítica constante. “O Museu Goeldi é uma instituição grande, que requer uma revisão periódica do seu tamanho e de sua missão”, observa Ima Vieira.
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