![]() |
|||||
|
| |
Marinha do Brasil e universidades americanas serão parceiras da nova etapa do Piatam Oceano Volumes com primeiros resultados serão entregues em maio. Reunião em Belém consolidou objetivos da nova fase do projeto, que inclui o MPEG e inicia em 2008 . As universidades norte-americanas de Washington, Duke e East Caroline e a Marinha do Brasil serão fortes parceiros para a realização da segunda etapa do Piatam Oceano, a ser iniciada a partir de 2008. É o que discutiram coordenadores, técnicos e pesquisadores do projeto durante reunião de trabalho feita em Belém (PA), paralelamente às programações do XI Congresso da Abequa e da II Reunião do Quaternário da América do Sul, que aconteceram de 04 a 11 de novembro. Durante o encontro foi anunciado o apoio da Marinha do Brasil às operações do Piatam Oceano já para expedições ocenográficas a serem lançadas em 2008. "Contaremos com os navios Antares e Amorim do Valle. Ao todo serão 70 dias de mar disponíveis, a serem divididos para embarques dos nossos grupos de pesquisa", confirmou em Belém o coordenador científico do projeto, Cleverson Guizan Silva, da Universidade Federal Fluminense (UFF). O navio oceanográfico Antares (NOc Antares, H40) dará suporte a expedições oceânicas na zona marítima entre o Amapá, Pará e Maranhão. Já o navio hidroceanográfico Amorim do Valle (NHo Amorim do Valle, H35), de menor porte, poderá também auxiliar estudos de campo em áreas estuarinas. Ex-navio varredor, o H35 já cumpriu a função de navio balizador e hoje é uma das embarcações hidroceanográficas da Marinha do Brasil. Os navios oceanográficos e hidrográficos da DHN - Diretoria de Hidrografia e Navegação - têm entre suas atribuições fazer levantamentos oceanográficos e hidrográficos de áreas marítimas de interesse do Brasil, a fim de apoiar operações navais e contribuir para a segurança da navegação no País Pesquisas - Outra boa novidade confirmada pela coordenação do projeto é a recente aproximação com grupos de pesquisa de universidades dos Estados Unidos. "Já estamos assinando os protocolos de intenção para colaboração em pesquisas entre a Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Fluminense (UFF) e as universidades de Washington, East Caroline e Duke. Além de reforço nas áreas de pesquisa mantidas pelo projeto, poderemos ampliar o foco para outras linhas, como a paleoclimatologia", comemora Cleverson Guizan. Iniciado em maio de 2006, o projeto Piatam Oceano encerra sua primeira fase de atuação em maio próximo. A segunda etapa se estende entre 2008 e 2010 e sua ação reúne seis grupos de trabalho e pesquisa em gestão, tecnologia da informação e comunicação, oceanografia física (meteoceanografia), oceanografia química, oceanografia geológica e oceanografia biológica. São 45 pesquisadores e estudantes e três técnicos da Universidade Federal do Pará, do Laboratório de Geologia Marinha da Universidade Federal Fluminense, das universidades Federal e do Estado do Maranhão, da Universidade Federal Rural da Amazônia, do Museu Paraense Emílio Goeldi, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE), da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes) e do Centro de Hidrografia da Marinha do Brasil (CHM). O Projeto é coordenado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Pará (UFPA) e pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras, que é responsável também pelo seu financiamento. Seu foco principal está nas águas profundas – de 20 a até 3.500 metros de profundidade -, na área que inclui as bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, e da foz do Oiapoque, no Amapá, à foz do Parnaíba. O objetivo é gerar mapas e modelos que auxiliem ações de produção e escoamento de petróleo e derivados na costa norte. A reunião feita recentemente em Belém para discutir a segunda etapa do Piatam Oceano deu continuidade a pautas abertas por outra reunião, realizada ainda em setembro passado no Rio de Janeiro. "No Rio foi feita uma proposta de áreas prioritárias de pesquisa. Em Belém rediscutimos os objetivos científicos de cada grupo de pesquisa, com metas a serem atingidas. Até final do próximo ano o projeto já vai a campo coletar dados", esclarece o coordenador do Piatam Oceano. Ele fez um breve balanço do momento atual do projeto na entrevista a seguir: Quais são as prioridades da fase dois do Piatam Oceano? Serão os levantamentos oceanográficos. Toda a parte de oceanografia física, geológica, química e biológica a ser levantada com expedições e coletas de novos dados, visando entender mais sobre a dinâmica do transporte de sedimentos na plataforma. Queremos saber se esses sedimentos atingem o talude continental e como se deu a evolução geomorfológica da plataforma. Podemos associar isso a estudos do Piatam Mar sobre a evolução de linhas de costa, com estratigrafia bem definida, com imagens de alta resolução e coletas de amostras para determinar idades e entender as principais variações que ocorreram ao longo do tempo. Como as novas parcerias com universidades norte-americanas vão incrementar as ações de pesquisa do projeto? Grupos de pesquisa dessas instituições se integrarão aos nossos estudos na área de oceanografia física, principalmente no estudo de transporte de sedimentos no estuário e no oceano, trabalhando em conjunto com Suzana Vinzon, e outros atuarão nas áreas de sedimentologia, estratigrafia e paleoclima. Entre estes novos colaboradores estarão Charles Nittrouer, da Universidade de Washington, que foi um dos criadores do projeto Amasseds ( Amazon Shelf Sediments Study) na Amazônia, e Paul Baker, da Universidade de Duke, que trabalha com paleoclimatologia na região da Amazônia Andina. Baker tem uma proposta para estudos de paleoclimas através de testemunhos a serem coletados na região da bacia da foz do Amazonas. Há chance de que esta proposta de pesquisa seja financiada. Para o Piatam Oceano, os estudos em paleoclima serão a novidade da segunda fase do projeto, já que todos as linhas de pesquisa já eram contempladas. Qual o balanço geral da primeira fase do projeto? O projeto inicial do Piatam Oceano foi feito para que pudéssemos compilar os dados que já existiam sobre nossas áreas de estudos e gerar alguns produtos básicos, que são os mapas batimétricos e faciológicos, além de cadastro de todas as ocorrências de espécies das áreas de estudos. Toda essa informação está sendo inserida no banco de dados do projeto, que na minha opinião é o principal produto desta primeira fase. Estamos agora na fase final de inclusão dos dados da parte biológica. Todo o restante coletado já está inserido no banco. Outros resultados são o banco de dados bibliográfico, que é continuamente alimentado, e os produtos estão começando a surgir. Então, temos produtos diversos como mapas com batimetrias, dados de faciologia, climatologia regional e com todas as espécies cadastradas e localizadas em toda a área entre o Amapá e Maranhão, além de modelos e informações sobre correntes e marés. Tudo isso será sintetizado em um documento final que será entregue em maio de 2008. Como será este produto final? Queremos reunir isso tudo em uma coleção de discos digitais, com diversos volumes sobre tudo o que foi gerado. Eles deverão ser entregues no nosso workshop final, em maio de 2008. Texto: Lázaro Magalhães - Comunicação Piatam Mar e Piatam Oceano.
|
| © Copyright 2007. Todos os direito reservados ao Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) |