Informativo eletrônico, n º 70 - Belém, 30 de abril de 2009
 
   AGÊNCIA MUSEU GOELDI

 

Projeto cultural resgata contribuições da família Goeldi

Bisneta e tetraneta do cientista suíço participam do lançamento do livro que traça o roteiro de viagens e explora o campo intelectual que Emílio Goeldi atuou. Na ocasião, divulgaram o esforço desenvolvido para coletar informações sobre a vida e obra de Emilio e Oswaldo Goeldi

O lançamento nesta última sexta-feira do livro “Emílio Goeldi (1859-1917): a ventura de um naturalista entre a Europa e o Brasil” (EMC Edições), do historiador e pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi, Dr. Nelson Sanjad, contou com a presença da bisneta de Emílio Goeldi, a publicitária Lani Goeldi. Lani é a autora do Projeto Cultural de Estudo e Pesquisa Brasil-Suíça Dr. Emílio Goeldi, que em 1992 iniciou a coleta de informações por diversas cidades brasileiras, sobre a vida e obra de Emílio Goeldi e dos seus descendentes. Atualmente é presidente fundadora da Associação Artística Cultural Oswaldo Goeldi e também a curadora do Projeto Goeldi. Durante o lançamento, Lani conversou com a Agência Museu Goeldi sobre a Associação Oswaldo Goeldi, o Projeto Goeldi e a importância de apoiar obras que evocam o legado familiar que teve impacto nos campos da ciência e da arte no Brasil.

AMG - Em que consiste o projeto Goeldi?

Lani: O Projeto Goeldi é um braço da Associação Oswaldo Goeldi. É onde nós procuramos juntar o acervo do cientista e gerenciar isso, disseminando a obra dele, com os acervos familiares que constituímos, desde Emílio Goeldi até a quinta geração dele.

- Quais as suas principais ações na Associação?

Lani: Hoje eu sou presidente da Associação Oswaldo Goeldi, que foi criada pelo meu pai, Gustavo Goeldi, que é neto do Emílio. Criamos essa Associação justamente pra preservar o arquivo da família. E eu também sou a curadora do projeto Goeldi que cuida especificamente das exposições do artista Oswaldo Goeldi, filho do Emílio. Afinal, essas exposições viajam o mundo todo.

- Quais as atividades da Associação Artística Cultural Oswaldo Goeldi?

Lani: Criamos a Associação em função do próprio artista, para manter o acervo. Depois começamos a agregar artistas da região para associarem-se e também divulgar seus trabalhos, fazer projetos culturais adequados, exposições temáticas. A Associação conta hoje com quase 200 artistas do mundo inteiro. Temos artistas de Israel, Portugal, Estados Unidos e, quando promovemos uma exposição, eles pintam determinado tema e nos enviam as obras para a exposição.

- Qual a importância de apoiar a publicação do livro “Emílio Goeldi (1859-1917): a ventura de um naturalista entre a Europa e o Brasil”?

Lani: Nós sempre temos a idéia de que, cada vez que colaboramos com a publicação de um livro, estamos propagando cada vez mais a obra do cientista Emílio Goeldi, assim como a do artista Oswaldo Goeldi. Muito embora sejam vertentes diferentes, de segmentos diferentes, procuramos sempre estar colaborando com acervos, e tudo mais, para que essa história chegue às outras gerações.
É como o Museu Paraense Emílio Goeldi, que preserva a história do Emílio e dos outros diretores que colaboraram, mas também faz um trabalho que considero educativo. Mas vocês têm toda uma estrutura física para fazer isso, muito linda por sinal.  Nós não temos, temos apenas o acervo documental. Então, na medida em que vamos disseminando isso em mais documentos e mais livros conseguimos atingir um público contemporâneo.

Texto: Lucila Vilar

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