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Agência Museu Goeldi - A arqueóloga Edithe Pereira, da Coordenação de Ciências Humanas do Museu Goeldi, apresenta o trabalho “Arqueologia subaquática na Amazônia: documentação e análise das gravuras rupestres do sítio Mussurá, rio Trombetas, Pará, Brasil” em dois congressos científicos sobre arte rupestre em Havana, Cuba: o III Taller Internacional de Arte Rupestre, que acontece no período de 17 a 22 de novembro, e o Simposium Internacional de Arte Rupestre, entre os dias 24 a 28 de novembro. Os eventos são importantes fóruns de discussão teórica entre os profissionais e estudiosos de arte rupestre no mundo. Realizado em 2004, o estudo contou com a participação de arqueólogos do Centro de Estudos de Arqueologia Náutica e Subaquática (CEANS) da Universidade Estadual de Campinas e é responsável pelo primeiro registro arqueológico sistemático subaquático de um sítio com arte rupestre já realizado. Em uma ação inédita, a documentação do sítio Mussurá, localizado no rio Trombetas, no oeste do Pará, foi realizada a 8 metros debaixo d´água. Situado na Ilha do Encantado, no município de Oriximiná (PA), o sítio é um pedral, dividido em vários blocos, com aproximadamente 30 metros de comprimento e 20 metros de largura, ornamentado com várias gravuras rupestres em baixo relevo que destacam figuras humanas como tema principal. Através da técnica do decalque, a equipe de pesquisadores-mergulhadores reproduziu as gravuras em uma lona plástica, processo que demorou cerca de 20 dias. No final, foram reproduzidos cinco painéis com gravuras que retratam, em tamanho natural, as marcas deixadas por nossos antepassados, antes do início da colonização. Segundo Edithe Pereira, as gravuras do sítio Mussurá raramente afloram à superfície, mesmo no verão e, por isso, receberam atenção especial. “A solução encontrada foi a documentação do sítio debaixo d’água, através de métodos e técnicas da Arqueologia subaquática”, explica.
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