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Goeldi expõe trabalhos
Pesquisadores mirins mostram resultados de pesquisas desenvolvidas em 2009 Edição de 1/3/2010 Quem foi ontem ao Museu Emílio Goeldi encontrou muito mais do que um passeio em contato com a natureza. Presenciou uma maneira divertida de descobrir e estimular a ciência. Crianças e adolescentes de escolas públicas e particulares fizeram exposição com murais, jogos e pesquisa sobre vários temas da biodiversidade amazônica. A ação é resultado de mais um ano do projeto Clube do Pesquisador Mirim (CPM), iniciativa mantida pelo Museu Paraense Emílio Goeldi. O objetivo é estimular o interesse pela ciência nos alunos do ensino fundamental, tendo como base o acompanhamento de pesquisas feitas no Museu, além dos primeiros contatos com métodos e técnicas científicas. Por isso, ao longo do ano, pelo menos uma vez por semana, os estudantes formam grupos de pesquisa dedicados aos temas da biodiversidade amazônica. Em 2009 foram oferecidas 140 vagas, divididas em sete temas. Os grupos desenvolveram pesquisas sobre temas como Sapos, rãs e pererecas: conhecendo os anfíbios; Aves da Amazônia; Peixes da Amazônia; Clube na web; Brincando e aprendendo no Parque Zoobotânico; Água nossa de cada dia; Fauna e flora em sinais e Defendendo o meio ambiente. A partir deste trabalho, foram produzidas revistas, jogos, murais e projetos que ontem foram expostos na praça central do Museu e depois vão seguir para a Biblioteca Clara Galvão, que incorpora esses materiais como recursos didático-pedagógicos dentre seus usuários, um público infanto-juvenil que a tem como referência para a pesquisa escolar e em outras programações educativas do museu Goeldi. Inscrição - Os interessados em participar da edição 2010 do programa têm 12 de março para fazer a inscrição. Os testes de seleção serão realizados de 15 a 19 de março e o resultado será divulgado no dia 22 do mesmo mês. O início dos encontros está previsto para o período entre 5 a 9 de abril, obedecendo os dias dos encontros de cada grupo. As inscrições podem ser feitas no prédio da Coordenação de Museologia, no Parque Zoobotânico. Projeto já formou mais de 2 mil crianças Em 13 anos de programa, o Clube do Pesquisador Mirim já formou mais de 2 mil crianças e recebeu, em 2009, a Menção Honrosa no Prêmio Darcy Ribeiro como uma das melhores práticas em educação em museus. 'É uma satisfação muito grande trabalhar com estas crianças, de ver o interesse delas em desenvolver ciência, em estudar a biodiversidade. Temos ex-alunos que hoje são pesquisadores, atuam como bolsistas, e que seguiram a carreira acadêmica. A procura, que é cada vez maior, também é outro indicador que estamos no caminho certo', afirmou o idealizador do projeto, o biólogo Luiz Videira, coordenador do Clube e chefe do Serviço de Educação e Extensão Cultural (SEC) do Goeldi. Videira explica que a partir desta iniciativa foi possível, por exemplo, disponibilizar para o público a tradução do nome de algumas espécies em língua de sinais. Ou ainda, oferecer estes materiais didáticos, criados pelos pesquisadores mirins, na internet. A engenheira agrônoma Ana Claudia Barata tem dois filhos no projeto e reconhece a importância deste tipo de incentivo para a formação cultural das crianças. 'Além do próprio conhecimento adquirido, esta parceria é importante porque é uma preparação para tudo o que eles vão fazer mais lá na frente', afirmou. 'Gostei muito de participar deste clube de pesquisadores porque a gente aprende coisas que não sabia e passa a dar importância para outras que antes passavam despercebidas para muita gente, como, por exemplo, a função das corujas', disse Igor de Castro, de 11 anos.
Amazônia Jornal, Cidades, 1/3/2010.
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