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Pesquisa acha 50 espécies Edição de 29/11/2010 No distrito florestal da BR-163, onde o impacto da ação humana é grande, biólogo identifica mamíferos Para analisar a relação entre mamíferos e as populações humanas da região do Distrito Florestal Sustentável da BR-163, a Santarém-Cuiabá, o biólogo André Ravetta, da Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia do Museu Paraense Emílio Goeldi, orientado pela pesquisadora Ana Albernaz, desenvolve o estudo 'Padrões de Distribuição e Abundância dos médios e grandes mamíferos no Distrito Florestal Sustentável (DFS) da BR-163', vinculado ao Projeto de Integração dos Programas do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Embrapa na Amazônia (Pime). As informações são da Agência Museu Goeldi. Segundo Ravetta, 'a pesquisa tem como objetivo caracterizar comunidades de mamíferos de médio e grande porte do Distrito Florestal Sustentável da BR-163'. Além disso, 'o estudo avalia a viabilidade das populações (de mamíferos) diante do processo de exploração florestal na região'. Baseado na classificação da International Union for Conservation of Nature (IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais), a pesquisa desenvolvida por Ravetta registrou oito espécies integrantes da Lista Vermelha da IUCN. Dentre os ameaçados estão o coatá-da-testa-branca (Ateles marginatus); o coatá preto (Ateles chamek); o cuxiú de nariz-branco (Chiropotes albinasus); e o macaco barrigudo (Lagothrix cana). Já na categoria de vulnerável constam o guariba (Alouatta discolor); o souim branco (Mico leucippe); o tatu canastra (Priodontes maximus); e a anta (Tapirus terrestris). Ravetta observou ainda que a onça pintada (Panthera onca), embora não seja alvo de caçadores para alimentação, costuma ser perseguida nas proximidades de vilarejos devido aos ataques a criações de gado e a animais domesticados. Além disso, como espécie que prefere áreas florestais em bom estado de conservação, as onças também são afetadas pela exploração madeireira e pelo desmatamento. As diferenças encontradas na dinâmica populacional dos mamíferos analisados no estudo servirão de parâmetro para subsidiar o ordenamento territorial e definir as áreas mais críticas para a conservação dentro do DFS da BR-163, além de estimar a quantidade de animais por espécie que podem ser removidos de maneira sustentável. A realização de levantamentos populacionais de mamíferos é uma técnica utilizada para gerar estimativas de abundância das espécies que funcionam como um termômetro para avaliar os impactos da exploração madeireira. Devido à relações diretas com a floresta e por sua sensibilidade elevada às alterações do habitat por pressões humanas, os médios e grandes mamíferos representam um parâmetro para avaliar os efeitos da exploração dos recursos em ambientes florestais. Criado em fevereiro de 2006 e localizado na região Oeste do Estado do Pará, o Distrito Florestal da BR-163 tem pouco mais de 19 milhões de hectares que se estendem pelo eixo da BR-163 (Santarém-Cuiabá), de Santarém a Castelo dos Sonhos, e pelo eixo da BR-230 (Transamazônica), de Jacareacanga a Trairão. Trata-se de um grande mosaico de ambientes e unidades de conservação, distribuídos em paisagens com níveis distintos de interferência humana. Isso permitiu à pesquisa de Ravetta a distribuição de amostras entre diferentes tipos de ambientes e níveis de exploração. Durante os trabalhos de campo foram registradas 50 espécies: dois marsupiais, dois tamanduás, quatro tatus, 17 primatas, 12 carnívoros, cinco ungulados e oito roedores. Amazônia, 29/11/2010, Notícias. |
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