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Biodiversidade da Amazônia: mais investimentos
Agência Museu Goeldi -- O Secretário de Política e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antonio Barreto de Castro, anunciou durante a cerimônia de abertura da Conferência Científica Internacional Amazônia em Perspectiva Ciência Integrada para um Futuro Sustentável, no domingo (17), a criação da Rede Amazônica de Biodiversidade e Biotecnologia - Bionorte. A Rede tem como objetivo ampliar os investimentos na pesquisa sobre biodiversidade e na formação de novos mestres e doutores para a Região Amazônica. Segundo o Secretário, a portaria oficializando a criação da Rede será divulgada no dia 8 de dezembro pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. O evento reúne cerca de mil pesquisadores e estudantes, de diversos países, em Manaus, até esta quinta-feira (20), para debater os resultados de estudos sobre clima, biodiversidade, uso e cobertura da terra, realizados no âmbito dos Programas: LBA - Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia; PPBio – Programa de Pesquisa em Biodiversidade da Amazônia; e Geoma – Geoprocessamento e Modelagem Ambiental na Amazônia. Biodiversidade em pauta A intensificação de pesquisas sobre a biodiversidade amazônica foi debatida em vários momentos na manhã da segunda-feira. Durante a plenária de abertura, cujo tema foi “Amazônia: Um sistema em desequilíbrio? Avaliações integradas da biogeoquímica, hidrologia, clima e biodiversidade da Amazônia”, proferida pelo pesquisador da USP, Paulo Artaxo, foram recorrentes as discussões de que ainda são fundamentais os esforços para aumentar investimentos em pessoal e pesquisa sobre o tema. A apreciação se baseia no princípio de que os grandes passos para ações de conservação ambiental só podem ser dados após construção de um banco de dados mais completo e eficiente da natureza amazônica. À tarde, o pesquisador Alexandre Bonaldo, do Museu Goeldi, coordenador do Componente Coleções do Programa de Pesquisa de Biodiversidade (PPBio Amazônia Oriental), e Mike Hopkins, pesquisador do INPA e do PPBio Amazônia Ocidental, coordenaram a sessão “Integração de taxonomia e das coleções biológicas em estudos ecossistêmicos”, eles fizeram uma breve apresentação dos avanços na coleta e identificação de exemplares da flora e fauna amazônica. Em entrevista à Agência Museu Goeldi, Bonaldo destacou as coleções científicas como principais instrumentos para avanço dos estudos taxonômicos, área de pesquisa em que os organismos são investigados em sua estrutura morfológica e molecular para serem encaixados nas classificações mais adequadas. Segundo os pesquisadores, um dos impactos positivos da criação do PPPBio é o significativo crescimento das coleções científicas das instituições regionais, tendo como exemplo o Museu Goeldi. Diversidade de Fungos Ainda na segunda-feira, primeiro dia da Conferência, foram apresentados outros resultados de esforços de coleta desenvolvidos no âmbito do PPBio Amazônia Oriental, cujo núcleo executor é coordenado pelo Museu Goeldi, de Belém. A pesquisa “Diversidade dos Fungos Poliporóides no Sítio do Programa de Biodiversidade da Amazônia (PPBIO) em Caxiuanã, Melgaço - Pará”, orientada por Helen Sótão (Coordenação de Botânica do MPEG) e apresentada por Priscila Medeiros (bolsista do MPEG e estudante da Universidade Federal do Pará) detectou um aumento da quantidade dessa espécie de fungos na região de Caxiuanã. A Amazônia é a região que possui maior diversidade de fungos em todo o mundo, no entanto, a pesquisa desses seres ainda é ínfima, destacou a pesquisadora Helen Sótão. As pesquisadoras avaliam que as coletas nas parcelas e trilhas de Caxiuanã precisam ser complementadas com buscas em diferentes pontos da Floresta Nacional de Caxiuanã para se obter um melhor diagnóstico da diversidade dos Fungos poliporóides daquela região. Pará Negócios, 20/11/2008. |
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