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Preservação, ciência e lazer em 115 anos de Parque O Parque Zoobotânico mais antigo do Brasil comemora o aniversário com programação voltada para a cultura indígena e a preservação ambiental. Seja pela beleza, pelas informações, pela paz ou pelo oxigênio, uma visita ao Parque do Goeldi é sempre um prazer. Os mais de cinco hectares do Parque Zoobotânico do Museu Emílio Goeldi abrigam exemplares da fauna e flora amazônicas, monumentos em homenagem a personagens da ciência na região, espécies ameaçadas de extinção e exposições de acervos científicos da instituição de pesquisa mais antiga da Amazônia. E é este lugar, tão diverso e presente na vida dos paraenses, que completa 115 anos. A programação para comemorar essa data passa pelas áreas de pesquisa da instituição e busca incentivar a leitura, melhorar as habilidades manuais, mostrar ao público do Parque um pouco da cultura dos povos amazônicos, mas, principalmente, educar e conscientizar as pessoas sobre demandas da região amazônica. “As pessoas não vem ao Parque só para ver a fauna e a flora, para ter o seu lazer, mas vem também em busca de conhecimento e educação”, afirma o pesquisador do Museu Goeldi, Antonio Lobo Soares, que realizou estudo sobre a acústica do local. “As pessoas vêm muito pelas exposições, assim como há muitos grupos escolares que visitam o Parque querendo mais conhecimento da região. Esse é o diferencial do PZB”, completa. Dessa forma, o Museu Goeldi conseguiu unir em um local a pesquisa e o ensino, mostrando na prática o que as pesquisas revelam e incentivando essa busca por conhecimento em seus visitantes e grupos escolares da cidade. “É um laboratório vivo uma sala de visitada da pesquisa da instituição”, diz o veterinário do Parque, Messias Costa. E exemplo dessa união, são os temas de pesquisa que são dinamizados pelo Serviço de Educação (SEC) por meio de cartilhas, oficinas ou cursos. Povos da Amazônia – Durante a semana de comemoração dos 115 anos do PZB, que abre neste domingo, dia 15, o SEC tratará com o público infanto-juvenil a temática dos povos indígenas da região – assunto muito estudado pelos pesquisadores da instituição. Com a finalidade de difundir o conhecimento indígena, a oficina “Carimbos Indígenas da Amazônia” ensina estudantes da mesma faixa etária a técnica de confecção de carimbos de índios da Amazônia. Essa programação será nos dias 25, 26 e 27, das 8h30 às 11h30. Já a oficina “Pintura em tecidos: releitura da Cultura Kaiapó” se utilizará da Exposição Kayapó – montada no prédio da Rocinha – para dar inspiração e, depois, exemplificar na pintura em tecido alguns costumes desse povo. A oficina é voltada para alunos de 5ª à 8ª série do Ensino Fundamental II, e acontece nos dias 16, 17 e 18, de 14h às 17h. Grande festa – Mas a grande comemoração é mesmo no dia 15 de agosto (domingo). O Parque estará cheio de programação para o seu público visitante com direito à música clássica, às 11h30, no auditório “Alexandre Rodrigues Ferreira”, com o Duo Milewski, formado pelo violinista polonês Jerzy Milewski e pela pianista brasileira Aleida Schweitzer. (Veja matéria completa abaixo). Da agenda de festa está um Atelier de Pintura que mostrará aos interessados as técnicas de pintura com desenhos inspirados no aniversariante, como a Rocinha e os animais do Parque. Para incentivar a leitura e a busca por conhecimento, o sempre presente Carro da Leitura trará livros, cartilhas e jogos educativos para serem dinamizados na manhã festiva. Já as crianças que quiserem uma “lembrança” do dia, poderão procurar os monitores do Parque para que eles pintem a pegada da onça, logomarca do Parque, nos seus rostos. Os animais do Parque são outro tema na programação. Com a oficina “Marcador de livros”, as crianças são convidadas a confeccionar seus marcadores de livros decorados com motivos inspirados na fauna do PZB. ”Os animais são um grande atrativo para os visitantes”, Messias Costa. “Mas a parte botânica tem um peso quase igual ao da fauna, e isso é um diferencial que faz as pessoas buscarem este local – seja em busca de conhecimento ou de tranqüilidade”, lembra. Antigo e novo que se mesclam - Tombado como Patrimônio Histórico Nacional e Estadual, o Parque Zoobotânico foi criado em 1895 pelo naturalista suíço, Emílio Goeldi. Possui cerca de duas mil espécies vegetais e mil representantes de animais amazônicos. Dentre as espécies botânicas do espaço, destacam-se as árvores de grande porte, como a samaumeira e o ipê, mas também as espécies ameaçadas de extinção, como o mogno. Já da fauna se destacam as espécies em extinção, como a arara-azul, a onça e a ariranha, além dos muito conhecidos e procurados jacaré-açú e os macacos. Mas a fauna livre também uma grande atrativo para os visitantes e um diferencial do Parque. Nele, cotias, garças, guarás, preguiças, além dos iguanas que convivem livremente com os visitantes. Com mais de um século de existência, o Parque do Museu Goeldi está sendo revitalizado. A proposta prevê a busca por uma contínua integração que valorize relações entre os seres vivos, com espaços maiores para os animais em seu contato com a vegetação. Nessa ação de revitalização da área verde do Museu Goeldi haverá não só a valorização da fauna e da flora do Parque, mas a dos prédios e monumentos históricos. No Parque, estão localizadas a Diretoria do Museu Goeldi, as Coordenações de Comunicação e Extensão, Administração, Museologia, assim como a Assessoria de Comunicação Social, a Editora e o Espaço Ernst Lhose – Livraria e Café. Texto: Vanessa Brasil. MCT/Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Magalhães Barata, nº 376, Bairro de São Braz Serviço de Comunicação Social Fone (91) 3219-3312 / Fax (91) 3249.8923 - www.museu-goeldi.br CEP: 66040-170, Belém/PA Isto é Amazônia, 13/8/2010. |
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