Informativo eletrônico, n º 111 - Belém, 26 de agosto de 2010
 
   AGÊNCIA MUSEU GOELDI

Museu festeja aniversário

Edição de 16/08/2010

Parque Zoobotânico comemora 115 anos com brincadeiras, músicas, trilhas e até bolo ecológico feito de frutas.

O Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) completou, ontem, 115 anos (o museu tem 144 anos). Cerca de 3 mil visitantes, além de funcionários, comemoraram com bolo ecológico feito de frutas, brincadeiras, música, homenagens e passeios pelas trilhas do parque. Houve ainda a Expo Arte Goeldi.

O parque atualmente tem mais de 500 espécies de plantas, com 5 mil exemplares, e 500 espécies de animais, com mil exemplares. Muitas famílias acostumadas a desfrutar do espaço, desconheciam a data, mas comemoraram do mesmo jeito a manutenção de um pedaço de cinco hectares de natureza na cidade. O símbolo deste ano é uma samaumeira, árvore mais antiga que o próprio parque, conhecida como "árvore-mãe" por indígenas e "árvore sagrada" para o povo maia.

Inaugurado em 15 de agosto de 1895 pelo pesquisador Emílio Goeldi, o parque se tornou, além de um espaço de lazer, um inventário natural da fauna e da flora amazônicas, sendo base para diversas pesquisas e estudos. O coordenador de pesquisa e pós-graduação do MPEG, Ulisses Galatti, ressalta que há muito que comemorar. "A ciência também comemora, pois aqui conseguimos consolidar cursos de mestrado e doutorado, produzimos pesquisas de reconhecimento nacional e internacional, temos um grande inventário biológico para estudar e consolidamos áreas de conservação. Trabalho que ajuda até na formação de políticas públicas. Como cidadão, adoro ter um ambiente de tranquilidade, exuberância e bem-estar que desperta a curiosidade", diz.

A pesquisadora do setor de flora do serviço do parque zoobotânico, Vera Bastos, ressalta que se o parque pode comemorar 115 anos é porque há muitas pessoas que se dedicam a cuidar dele. Por essa razão, vários colaboradores foram homenageados. Dentre os nomes estavam Luiz Barbosa (manutenção), Paulo Henrique (manejo de árvores), Carla Costa (monitora ambiental e bolsista de um projeto do Banco da Amazônia), "seu" Elias (porteiro) e os responsáveis pelas aves de rapina, Marcos e Felipe.

"Para comemorar também haverá brincadeiras, um bolo ecológico feito de frutas, sucos e artesanato. Também distribuiremos mudas de plantas e flores tropicais. O parque é um oásis de biodiversidade no meio da cidade, além de ser uma ampliação da escola e uma base para pesquisas. Quem vem aqui se reporta ao passado e se prepara para o futuro. Somos privilegiados por ter um espaço de conservação da Amazônia", diz Vera.

A recepcionista Úrsula Chaves, de 32 anos, não sabia do aniversário do parque apesar de visitar o espaço com frequência com o marido e dos filhos. Os animais são as atrações preferidas e espera ansiosamente pelo novo aquário. Para ela, que mora num prédio, é reconfortante entrar em contato com a natureza. "Adoro ver as plantas, as árvores e os animais. Fiquei feliz em ver que agora há mais onças. Isso significa que estes e outros animais em extinção estão se recuperando aqui. Sempre venho e é bom para as crianças verem a natureza e bichos de perto, sem ser nos livros", conta.

A doméstica Delma Cardoso, de 42 anos, também é uma fã do parque zoobotânico que desconhecia o aniversário do local. Ela gostou da programação. Ela diz que há dois anos não visitava e aproveitou para matar a saudade e mostrar ao filho mais novo. "Antigamente vinha sempre e até vou voltar a vir mais. É um programa diferente e bom para a família ver a natureza, já que moro numa casa sem quintal. Tudo aqui é bom: os animais, as plantas e o ar puro", afirma.

Amazônia Jornal, 18/6/2010.

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