| Pós-Graduação Zoologia
Histórico
 O Curso de Mestrado em Zoologia foi criado em 1985, sendo o primeiro pelo
convênio entre a Universidade Federal do Pará (UFPa) e o Museu Paraense Emílio Goeldi
(MPEG), para o estabelecimento de um Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas
no Estado do Pará. Em 1991, seu nome foi mudado para Curso de Mestrado em Ciências
Biológicas, incluindo as áreas de concentração: zoologia, genética e biologia
molecular, neurociências, biologia ambiental e biologia de agentes infecciosos e
parasitários. Em 1994, a CAPES recomendou a fissão do Curso de Mestrado em
Ciências Biológicas em cursos mais específicos. Assim, o Curso de Mestrado em Zoologia
foi reestruturado em 1995, sendo recomendado a partir de 1996 como curso novo. Apesar
dessa ecomendação, docentes da UFPa e do MPEG vêm trabalhando na formação de mestres
em zoologia desde 1985. Em 1998, o curso recebeu o conceito 4 na avaliação da CAPES,
ficando classificado em 5º lugar entre todos os programas de pós-graduação em
ciências biológicas do país, e em 1º lugar entre os que possuíam apenas curso de
mestrado na área. Em 1999, por recomendação da CAPES foi submetida a Proposta para
implementação do Curso de Doutorado em Zoologia, que foi aprovada em 1999 com conceito
4.
 A
partir de 2000, com a fusão dos Cursos de Mestrado e de Doutorado, o Programa passou a
chamar-se Programa de Pós-Graduação em Zoologia, sediado no Museu Goeldi desde 1996. As
atividades do curso, em geral, são desenvolvidas no Campus de Pesquisa do Museu Goeldi,
que conta com uma excelente biblioteca especializada, cinco importantes e bem
representadas coleções zoológicas, uma sala de aula para o curso, um bom sistema de
informática e laboratórios equipados para pesquisas zoológicas. Além disso, as
pesquisas de campo para as dissertações podem ser realizadas na Estação Científica
Ferreira Penna (ECFPn), reserva biológica do Museu Goeldi, em Caxiuanã, município de
Melgaço, Pará, além de outras localidades da região.
É
o único curso de Mestrado em Zoologia no norte do Brasil, que graças a tradição dos
133 anos de pesquisas mantidas pelo MPEG, atinge todo o Brasil (principalmente Norte,
Nordeste e Centro-Oeste) e todos os países do Pacto Amazônico. A demanda pelo curso é
boa, com mais de 30 consultas anuais, mesmo não havendo disponibilidade de bolsas para
atender a essa demanda.
A
estrutura curricular do Mestrado em Zoologia é pluralística. Conexões entre diferentes
disciplinas são enfatizadas, no sentido de fornecer uma visão ampla sobre a importância
do estudo da rica fauna brasileira. As disciplinas incluem tópicos pouco discutidos em
outros cursos de mestrado em zoologia, tais como biologia da conservação, biologia da
reprodução, ecologia de populações e ecologia de campo.
A
tendência do curso é de expansão, aumentando a atuação dos pesquisadores do MPEG nas
atividades acadêmicas. Embora o curso disponha de recursos humanos e infra-estrutura para
admitir turmas de até 15 alunos/ano, o limitado número de bolsas de estudo inibe o
número de estudantes admitidos anualmente. Este é um fator negativo para profissionais
dos estados amazônicos (Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Tocantins, Maranhão e Piauí),
com poucos recursos humanos qualificados, que mesmo estimulados, não dispõem recursos
próprios para custear os estudos em Belém. Conseqüentemente, a formação de recursos
humanos em estudo e manejo da fauna Amazônica, não atinge 1/3 das necessidades.
De
1995 até dezembro de 1999, foram titulados 14 mestres em Zoologia. Hoje, o curso possui
22 alunos, dentre estes, um faz parte do Pacto Amazônico. Em 2000, inicia-se a primeira
turma do Curso de Doutorado, com candidatos de boa formação profissional e em pesquisa.
Assim, pretende-se titular cientistas de alta qualidade para atuar nas instituições de
ensino e pesquisa regionais, nacionais e estrangeiras, visando a contribuir de modo
positivo para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
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