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Confira as palestras do Café com Ciência do mês de maio

Data: 
07/05/2018 - 10:30

 

Dia 23 de maio | 15h

Tema: Dinâmica comportamental e semelhanças morfológicas de peixes juvenis estuarinos associados a partes de plantas costeiras.

Palestrante: Prof. Dr. Breno Barros (Universidade Federal Rural da Amazônia).

Resumo: O pesquisador vai falar das interações comportamentais de peixes ainda jovens em ambientes costeiros, que se assemelham na morfologia e comportamento a partes de plantas de manguezais flutuantes na maré, e a relevância evolutiva de tais comportamentos, que são observados em um grande número de espécies marinhas e estuarinas, em diversas partes do mundo.

 

Dia 30 de maio | 15h

Tema: A transumância no baixo rio Amazonas.

Palestrante: Prof. Dr. Ricardo Folhes (Núcleo de Altos Estudos Amazônicos - Universidade Federal do Pará / Centro de Desenvolvimento Sustentável - Universidade de Brasília).

Resumo: A apresentação vai analisar os arranjos fundiários que sustentam a transumância na região do Lago Grande de Curuai, uma área de transição entre os ecossistemas de várzea e terra firme no baixo rio Amazonas paraense. “Sociedades”, “permissões” e “arrendamentos” são os principais arranjos estabelecidos com vistas ao acesso sazonal à terra e aos recursos forrageiros na várzea e na terra firme. O estudo da transumância permite avaliar o ordenamento territorial recente que não levou em consideração a mobilidade das comunidades ribeirinhas entre os ecossistemas e pouco interferiu em relações de poder herdadas do período colonial.

 

Local: Sala de Reuniões nº 1, da Coordenação de Ciências Humanas | Campus de Pesquisa do Museu Goeldi (Av. Perimetral, 1901 - Terra Firme, Belém – PA).

 

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Dia 9 de maio | 15h

Tema: Caminhos e malocas: conjuntos na Amazônia Ocidental.

Palestrante: Prof.ª Dr.ª Beatriz de Almeida Matos (Programa de Pós-Graduação em Antropologia - Universidade Federal do Pará).

Resumo: Partindo de narrativas indígenas a respeito de conflitos e contatos ocorridos entre grupos habitantes da bacia do rio Javari, na Amazônia Ocidental, durante os últimos dois séculos, trataremos das diferenças que definem e redefinem coletivos tal como os indígenas os concebem. Seguiremos Gow (2014) em sua proposta de produzir uma comparação alternativa àquela feita entre totalidades sociais delimitadas a priori por fronteiras “culturais” ou “linguísticas”, procurando vislumbrar conjuntos compostos por relações que ultrapassam tais fronteiras, mas sem dissolvê-las.

 

Dia 16 de maio | 15h

Tema: Entre Konduri e Santarém: os vasos de gargalo no baixo Amazonas.

Palestrante: Marcony Lopes Alves (Mestrando em Arqueologia | Museu de Arqueologia e Etnologia - Universidade de São Paulo).

Resumo: A cerâmica Santarém é uma das mais conhecidas da Amazônia. Em meio a uma grande diversidade morfológica, os vasos de gargalo são um dos tipos mais conhecidos.  O estudo de coleções de fragmentos cerâmicos provenientes da região do rio Trombetas – margem oposta ao rio Amazonas – revela a presença de fragmentos correlacionáveis a mesma morfologia associada a outro estilo cerâmico, denominado Konduri. A comparação entre os vasos de gargalo inteiros de Santarém e os diversos fragmentos da região do rio Trombetas mostra uma grande semelhança tecnológica, ao mesmo tempo que notáveis diferenças iconográficas e de dimensão. O compartilhamento dessa morfologia particular em uma área muito extensa do baixo Amazonas indica que as redes de relações baseadas em guerras e trocas, conhecidas nas crônicas coloniais e etnografias das Guianas, podem ser recuada ao período pré-colonial. Ainda restam muitas questões, mas é possível que os vasos de gargalo fizessem parte de um complexo ritual, aludido por Maurício de Heriarte (1662), que afirma que os Konduri tinham os “mesmos ídolos e cerimônias dos Tapajós”.

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