Carlos Estêvão de Oliveira (desenho de Guilherme Leite, s.d.). Museu Paraense Emílio Goeldi / Arquivo / Coleção Fotográfica.

1932 - Pesquisa pura ou aplicada?

A administração de Carlos Estevão de Oliveira mudou bastante os rumos científicos deixados pela equipe de Emílio Goeldi. Sua formação, as oportunidades da época e a própria situação financeira do Estado impuseram novas perspectivas para a pesquisa científica. Em 1932, foi criado um programa de piscicultura, com ótimos resultados na reprodução e comercialização de espécies amazônicas; foi lançado o desinfetante Goeldina, distribuído para todo o estado; em 1936, foi proposta a criação de uma fazenda de coelhos e cobaias. Oliveira passou a vender o que foi possível: publicações, couros, frutas, plantas e sementes, animais, coleções taxidermizadas e penas de aves, arrecadando mais de vinte vezes o que o estado aplicava em recursos na instituição.