Visitantes iniciam a escolha do nome da nova moradora do Museu Goeldi
Por meio de votação, o público do Parque Zoobotânico do Goeldi
escolhe até o dia 6 de dezembro o nome do filhote de onça pintada
Agência Museu Goeldi – Com seis meses de vida, a filhote de onça-pintada (Panthera onca), a nova atração do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), ainda não tem nome. Para realizar a escolha do nome da oncinha, o Museu Goeldi convocou o Clube de Pesquisadores Mirins, pesquisadores, técnicos, bolsistas e estagiários para sugerir nomes que pudessem ser votados pelo público visitante do Parque no período de 27/11 a 6/12. O público atendeu o convite do Goeldi, especialmente a turma infanto-juvenil, que acordou cedo para depositar seus votos nas urnas.
Foi no último domingo (29/11) que a votação popular começou com uma alegre programação de “Boas vindas” ao novo felino do Museu. Às 9h, as urnas de votação começaram a funcionar, juntamente com o Programa Natureza, animado pelo Macaco Ximbica e as “onças” Eliete e Zuleide, e o Carro da Leitura que apresentou livros, cartilhas, kits e jogos educativos voltados para o universo felino.
Foram apresentados cinco nomes nos quais o público pode escolher e votar, depositando o canhoto do ingresso de entrada ao Parque na urna do nome escolhido. As opções são: Luakã, Luna, Musa, Tilla e Vitória, nomes sugeridos por estudantes do Clube do Pesquisador Mirim, projeto do Serviço de Educação e Extensão Cultural (SEC) da instituição, e que foram os preferidos pela comunidade interna do Museu Goeldi. Cada nome tem um significado especial.
Nomes sugeridos - “Luakã” quer dizer “aquela que brilha e é formosa como a lua” e “Luna” é de origem espanhola e significa a Lua. Já “Musa” é uma alusão ao sexo feminino do felino e também faz referência a sua beleza, enquanto que “Tilla”, de origem Inca, é a composição do nome do Deus sol (Inti) e da deusa lua (Kila) e faz alusão ao pêlo do animal, que é amarelo e preto, uma mistura de claro com o escuro. E, finalmente, “Vitória” representa a vitória da onça filhote, pois sobreviveu aos maus tratos.
Campanha – Seguindo o padrão das eleições tradicionais, também houve campanha eleitoral e, inclusive, “boca de urna”. As alunas do Clube do Pesquisador Mirim, Cristieny Amaral Costa, de 12 anos, e Danielle Reniche, também de 12 anos, estavam na entrada do Parque esperando os eleitores já às 10 horas. “Tem outras que também estão fazendo campanha, então, a gente veio também”, diz Cristieny, foi quem sugeriu o nome Luna, enquanto o nome Vitória foi indicado por Danielle.
Jane Moraes trouxe a filha de 12 anos para visitar o Parque e acabou contribuindo na escolha do seu nome. “É ótima essa programação. Isso faz o povo interagir mais no museu. Eu vou avaliar cada nome e ver qual se encaixa melhor para onça, e, pelo que eu percebi, todos os nomes são muito bonitos”, conta.
Ainda dentro da programação de eleição de nomes, também foi realizada a Oficina de Arte Plumária, ministrada por Edileusa Sodré e Rubens Moura, que produziu coroas radiais e prendedores de cabelo com técnicas indígenas. “É uma boa oportunidade pra gente e para as crianças aprenderem mais sobre a cultura indígena”, diz o militar João Franco, que trouxe a família toda para um ‘domingo no Museu’.
No próximo domingo (6/12), haverá outra edição do Programa Natureza, no qual acontecerá a contagem dos votos e será feita a divulgação do nome vencedor. Todas as crianças que indicaram os cinco nomes escolhidos receberão publicações educativas, e a criança que escolheu o nome vencedor receberá um certificado de “padrinho ou madrinha da onça”.
A mãe de Cristieny, Marizete Amaral, achou interessante o processo de votação por incentivar o público a visitar o Parque. “Eu não liguei tanto no início quando a minha filha me falou sobre a escolha do nome, mas, quando ela ficou entre os cinco pesquisadores mirins que indicaram os nomes mais votados, fiquei alegre”, lembra a mãe.
A nova moradora – O filhote fêmea de onça-pintada foi doado ao Museu Goeldi pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) após a apreensão em Anajás, município paraense localizado no Arquipélago do Marajó. Depois de um tratamento inicial, os veterinários do MPEG iniciaram o processo de adaptação em cativeiro para monitorar o comportamento da oncinha, que, desde o dia 16 de novembro, está ocupando o viveiro das onças.
O Parque do MPEG tem uma boa estatística de nascimento em cativeiros, inclusive de mamíferos, grupo no qual se incluem as onças-pintadas. Atualmente, o Goeldi possui dois exemplares de onças adultas: Guma, com 10 anos e Talismã, com 12 anos. A pequena onça, ainda sem nome, veio alegrar o Parque Zoobotânico, que no mês de julho deste ano, perdeu Bemp, uma fêmea de onça-pintada preta nascida no próprio Parque, falecida com a avançada idade de 22 anos.
Texto: Vanessa Brasil e Andréia Espírito Santo
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