O que diz o noticiário sobre a Amazônia
Pesquisas apontam temas, atores e discursos sobre a região na primeira metade da década de 2000
Agência Museu Goeldi - Em a Pesquisa em Comunicação de Ciência na Amazônia Oriental Brasileira: A experiência recente no Museu Paraense Emilio Goeldi estão os resultados de estudos sobre conteúdos diversos publicados na imprensa sobre a região.
Ao longo de mais de cinco anos, foram produzidos dossiês temáticos comentados organizados a partir de material publicado na imprensa armazenado pela Base de Dados de Informações Jornalísticas da Amazônia (BDIJAm). Os estudos foram realizados na Assessoria de Comunicação Social do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém (PA), entre 2005 e 2009 e compunham o sub-projeto “Temáticas Amazônicas - Dossiês Comentados e Qualidade da Informação sobre Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente”, vinculado ao projeto “Ciência e Sociedade: Comunicação e Educação para a Preservação Ambiental e Cultural na Amazônia Oriental Brasileira”.
De autoria dos jornalistas e, à época, bolsistas do Serviço de Comunicação Social do Goeldi pelo Programa de Capacitação Institucional (PCI), Maria Lúcia Morais e Antonio Fausto Jr, os dossiês revelam temas e conceitos estratégicos para a tarefa de democratização dos resultados das pesquisas desenvolvidas, que o Museu, enquanto instituição de pesquisa, realiza desde meados da década de 1980 com o objetivo de prestar contas à sociedade.
A pesquisa de Maria Lúcia Morais, mesmo antes de publicada, ganhou reconhecimento em nível nacional quando integrou coletânea dos trabalhos agraciados com o Prêmio Nacional do Programa de Capacitação Institucional do Ministério da Ciência e Tecnologia ainda em 2009. A ex-bolsista, hoje Assessora de Comunicação da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), produziu três dossiês temáticos sobre Biodiversidade, Arqueologia e Produção Científica do Museu Goeldi na imprensa, todos publicados no livro.
Sob a orientação da jornalista Jimena Felipe Beltrão, Ph.D. em Comunicação Social, do Serviço de Comunicação Social (SCS) do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), a pesquisa se debruçou sobre jornais regionais e nacionais, que circularam entre os anos de 2000 e 2005. É marcante a predominância dos veículos regionais na cobertura jornalística realizada. O levantamento revela ainda a abrangência dos veículos cobertos pelo trabalho de assessoria de imprensa realizado pelo Setor de Comunicação Social (SCS) do Museu Goeldi, que inclui desde jornais nacionais como Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo até publicações e sites especializados em divulgação científica, como o Jornal da Ciência, Agência CT e a revista Ciência Hoje.
A investigação constatou que o tratamento recebido por temas Biodiversidade e da produção científica do Museu como veiculados na imprensa indica as tendências e as vertentes incidentes sobre o discurso jornalístico que emerge de coberturas específicas. Além disso, a pesquisa revela conceitos, atores sociais e elementos constitutivos de discursos que oferecem uma ideia de como tais temas são concebidos, por meio da mídia impressa, na esfera pública.
Para a Maria Lúcia, entender como se estrutura a produção científica de uma instituição como o Museu Goeldi, que atores sociais estão envolvidos, que aspectos ideológicos e fatores políticos e econômicos interferem no processo, “se constitui objeto de reflexão essencial e relevante para a compreensão da realidade científica na Amazônia”.
Pesquisa em Comunicação de Ciência na Amazônia Oriental Brasileira: A experiência recente no Museu Paraense Emílio Goeldi esta disponível para download gratuito no Portal do Museu Paraense Emilio Goeldi.
Texto: Vanessa Brasil
Edição: Lilian Bayma
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