Uma trilha para descobrir a biodiversidade amazônica
Para fomentar a pesquisa entre os estudantes, o Prêmio José Márcio Ayres promoveu uma trilha para conhecer variedades de vida no Parque do Museu Goeldi
Agência Museu Goeldi – Como parte da programação da 5ª edição do Prêmio Márcio Ayres Para Jovens Naturalistas (PJMA), a Escola da Biodiversidade Amazônia – Ebio promoveu na quarta-feira, 5 de outubro, a trilha “Construindo saberes sobre a biodiversidade da Amazônia”, no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi. A atividade foi desenvolvida pelos bolsistas do Núcleo de Estudos em Educação Científica e Ambiental e Práticas Sociais da Universidade do Estado Pará - Necaps/UEPA: Saiara Conceição de Jesus da Silva, Neriane Nascimento da Hora, Celene da Silva Carvalho e Ednalva Ambrósio. A trilha reuniu estudantes do ensino fundamental e médio das escolas Augusto Meira, Barão do Rio Branco e Tecnológica do Estado do Pará, com o objetivo de despertar o interesse pela pesquisa da fauna e da flora amazônica.
A 5ª edição do Prêmio Márcio Ayres é coordenada por Filomena Videira Secco, Joice Santos e Maria de Jesus Fonseca e constitui uma das ações estratégicas da Escola da Biodiversidade Amazônica, criada no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia. O PJMA é uma realização do Museu Goeldi e Conservação Internacional – Brasil, que lançaram o concurso em 2003 como um meio de divulgar informações científicas na comunidade escolar, objetivando popularizar o tema Biodiversidade da Amazônia.
A educadora Filomena Secco explica que durante o processo de mobilização para o Prêmio é desenvolvido um conjunto de atividades que incluem oficinas, palestras e trilhas para os estudantes e professores das escolas paraenses de ensino fundamental e médio. ”Se faz necessário esse tipo de programação para que as pessoas venham compreender o tema biodiversidade. O Museu Goeldi e seus parceiros dão o subsidio para os participantes realizarem seu desejo de pesquisar sobre o meio ambiente amazônico”, conclui.
Antes de começar a trilha, os estudantes e professores, em circulo, formaram uma “teia do conhecimento”, atividade onde diziam o que é biodiversidade, para, em seguida, jogar uns para os outros um fio de linha que os conectava, formando uma “teia de aranha”. Logo depois, divididos em dois grupos, percorreram caminhos e “adentraram” na biodiversidade do Parque Zoobotânico (PZB), encontrado animais e plantas diferenciados.
Biodiversidade ao encontro de todos – Variedade de formas de vida. Este é o significado da palavra biodiversidade. A diversidade de aves, árvores, arbustos, insetos, mamíferos e outros tipos de seres encontrados na Amazônia e no mundo. E parte das formas de vida na Amazônia está à mostra no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, onde qualquer pessoa interessada pode conhecer.
Com o interesse estimulado, os estudantes anotavam o que achavam de mais importante no percurso da trilha. Para Janilce Batista, estudante do Colégio Augusto Meira, as cotias foram os animais que mais chamavam a atenção por “sua maneira de reprodução e a ajuda que elas dão à biodiversidade”. Barbara Carvalho, estudante da Escola Técnica, destacou espécies que ainda não conhecia. A estudante manifestou seu interesse em fazer uma pesquisa sobre plantas ornamentais.
PJMA - O Prêmio José Márcio Ayres para Jovens Naturalistas, na quinta edição, alcança seu objetivo quando consegue desenvolver o desejo do aluno nesse tipo de tema, buscando incentivá-los à pesquisa e conhecerem o ambiente em que vivem. As inscrições estão abertas para estudantes do ensino fundamental e médio e podem ser feitas até 20/08/2012. Maiores informações no sitio do Prêmio.
Texto: Denilton Resque
[Voltar] |