Olimpíada de Ciências na Floresta Nacional de Caxiuanã

Acontece a partir da segunda-feira, 28, a quarta versão da competição

Agência Museu Goeldi - No período de 28 de maio a 3 de junho acontece, na Estação Científica Ferreira Penna do Museu Paraense Emílio Goeldi, a IV Olimpíada de Ciências na Floresta Nacional de Caxiuanã. A programação é uma ação conjunta do Museu Goeldi, Prefeitura de Melgaço, Prefeitura de Portel e ICMBio, dentro do Programa Floresta Modelo de Caxiuanã.

Este ano a Olimpíada antecede a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia que ocorre sempre em Outubro, mas adota o mesmo tema: Economia Verde, Sustentabilidade e Erradicação da Pobreza. A competição abordará assuntos como o manejo florestal comunitário; o acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado à biodiversidade; o uso sustentável dos recursos florestais; a inclusão digital e a metodologia científica; a biodiversidade; o cinema na escola: linguagem e percepção.

São 130 os participantes, dos quais 104 são alunos. Participam ainda professores das escolas da Flona, responsáveis por oficinas, professores do núcleo urbano de Portel e Melgaço e membros do Corpo de Bombeiros. Entre os juízes da competição esportiva estão os professores e os membros do Corpo de Bombeiros.

Em 2012 engajaram-se na realização da IV Olimpíada de Ciências na Floresta Nacional de Caxiuanã, além dos promotores do evento deste ano, a Universidade Federal do Pará; o Serviço Florestal Brasileiro; o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer e o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Pará.

Uma Olimpíada de Ciências na Floresta Nacional de Caxiuanã custa 35 mil reais

A Olimpíada é realizada com recursos do MPEG/MCTI, Prefeitura de Melgaço, Prefeitura de Portel e apoiada por projetos de pesquisas como o PELD – Pesquisas Ecológicas de Longa Duração, o TEAM – monitoramento de ecossistemas tropicais, Mostra de Ciências. Os custos giram em torno de 35 mil reais gastos em despesas como confecção de camisas, bonés, aquisição de material didático, alimentação, combustível dispendido pelas prefeituras para transporte de alunos, transporte dos professores voluntários que vão de Belém.

A aquisição de parte do material didático foi feita com recursos de prestações pecuniárias, que nada mais são que multas aplicadas por descumprimento da lei ambiental como por exemplo casos de perturbação pública por excesso de barulho. “O Museu Goeldi tem um convênio com o Ministério Público e estes infratores são encaminhados à instituição para pagamento das multas que vão desde a aquisição de bens (no caso de Caxiuanã sempre são aplicados em materiais destinados à educação ambiental) ou a prestação de serviços no Museu”, explica a Dra. Graça Ferraz, coordenadora da Estação Científica Ferreira Penna.

Com informações do Serviço Estação Científica Ferreira Penna.

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