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Parceria para evitar danos ambientais
Palestras, apresentação de vídeos, trilhas, dinâmicas de grupo e debates, são realizados no
Parque Zoobotânico do MPEG em mais uma etapa da parceria entre o
Museu Goeldi e o Juizado Especial Criminal do Meio Ambiente
Agência Museu Goeldi - Desde segunda-feira, 16 de novembro, o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) vem realizando oficinas de “Sensibilização Ambiental” voltadas para pessoas sentenciadas por crimes ambientais de menor potencial ofensivo. Essa iniciativa, que acontece sob a responsabilidade do Núcleo de Visitas Orientadas do Parque Zoobotânico (Nuvop/SEC), é fruto de uma parceria, iniciada em 2007, entre o Museu e o Juizado de Crimes contra o Meio Ambiente.
A programação, ocorrida no Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, começou com uma palestra de Benedita Barros, Assessora Jurídica da Diretoria do Museu, convidada para esclarecer como funciona a relação entre a Instituição e o Juizado, destacando como o material recebido por meio das multas ambientais acaba beneficiando a estrutura do Goeldi, a exemplo de melhorias no tratamento de animais e na aquisição de materiais para a realização de atividades educativas.
Parceria - O Juizado encaminha ao Museu pessoas sentenciadas à participação em cursos sobre educação ambiental ou à prestação de serviço à comunidade. Em contrapartida, o Goeldi é umas das instituições escolhidas pela Justiça para receber a verba proveniente do pagamento de penas de multa.
“Os crimes ambientais são danosos para todos e é necessário que se faça esse alerta. Lamentamos que ele seja dado nessas circunstâncias, o ideal é que fosse feito de modo preventivo para que o crime ambiental não ocorresse.”, concluiu a Assessora.
Depois da palestra de Benedita, um vídeo foi apresentado trazendo debates sobre questões diversas sobre meio ambiente, mudanças climáticas e cidadania. Seguiu-se uma dinâmica para que cada pessoa se apresentasse e falasse um pouco sobre que entendiam sobre meio ambiente.
No segundo dia de atividades, 17 de novembro, os participantes da oficina foram convidados a percorrer os caminhos do Parque do MPEG e ver a “Trilha Vermelha”. Nessa atividade, fitas vermelhas eram presas em árvores e nos viveiros de animais em perigo de extinção, mostrando como pode ser danosa a ação do homem sobre o ambiente. Posteriormente, um vídeo sobre animais em extinção e uma discussão sobre o assunto encerraram o dia.
No dia 18, foi a vez da palestra “Meio Ambiente: preservar ou destruir?”, ministrada por Marco Antônio, representante da Secretaria Municipal de Educação – Semec, e da realização de um jogo para aguçar a percepção dos sentidos. Já no dia 19, houve a palestra “Meio Ambiente X Qualidade de Vida”, facilitada pelos Integrantes da equipe do Nuvop. Amanhã, dia 20, está previsto o encerramento das atividades com uma palestra sobre Direito Ambiental, com a Professora Syglea Lopes, Drª em Direito Ambiental, do Centro Universitário do Pará (Cesupa) e da Faculdade do Pará (FAP).
Segundo Adonias Santos, motorista que estava participando da programação, essa parceria entre o Museu e o Juizado é muito produtiva, justamente por ser um processo que, para além da punição, busca ser educativo e fomentador de consciência ambiental. “É uma iniciativa primorosa. Aprendi coisas novas sobre a natureza e vejo porque aquilo que eu fiz estava errado, vejo onde estava o erro e sei que não vou repeti-lo”.
Essas iniciativas têm como objetivos fomentar mudanças de pensamento sobre as questões ambientais, bem como estimular reflexões sobre a violação cometida.
Texto: Diego Santos
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