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Coordenação de Ciências Humanas

publicado 13/09/2016 13h24, última modificação 07/03/2019 11h23

No século XIX, o interesse crescente pelo estudo das sociedades humanas na Amazônia levou à criação, por Domingos Soares Ferreira Penna, da Associação Filomática em 1866, que deu origem ao Museu Paraense, atual Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Sua atuação foi pioneira, e possibilitou a consolidação de estudos e a formação de acervos antropológicos e arqueológicos. Na Coordenação de Ciências Humanas (CCH), pesquisadores vêm desenvolvendo estudos nas áreas da Antropologia, Arqueologia e Linguística, consolidando a Instituição como referência nacional e internacional, e também na salvaguarda e curadoria de acervos.

Durante toda sua história, o MPEG vem se destacando na interação interdisciplinar entre as áreas de Antropologia, Arqueologia e Linguística, e na formação de seus respectivos acervos, para entender a complexa e profunda história humana da Amazônia. O renomado Mapa Etno-histórico (1944) de Curt Nimeundajú é um exemplo paradigmático deste tipo de trabalho interdisciplinar que ainda serve de inspiração para pesquisas mais recentes, traçando as migrações de populações humanas desde a antiga Amazônia até a atualidade.

Coordenador do CCH: Hendrikus Gerardus Antonius Van Der Voort (hvoort@museu-goeldi.br)


Antropologia

Em Antropologia a CCH possui as seguintes linhas de pesquisa: Povos indígenas na Amazônia: enfoques antropológicos; Antropologia de comunidades tradicionais pesqueiras; Cultura material e acervos etnográficos; História Indígena na Amazônia e Desenvolvimento Comunitário em Áreas Protegidas, bem como dinâmicas territoriais, arranjos institucionais e uso da terra na região. Estas linhas orientam pesquisas com povos indígenas e populações tradicionais na Amazônia, abordando sua história e seus conhecimentos sobre os modos de vida, a organização social, a cosmologia, a estética, as técnicas produtivas e o uso dos recursos naturais; analisam as políticas públicas voltadas para a região e avaliam as dinâmicas socioeconômicas dos novos movimentos populacionais. As subáreas dos estudos antropológicos incluem: Etnologia Indígena e de Comunidades Agropesqueiras, Antropologia Social, Etnohistoria e História Indígena, Etnobiologia e Etnoecologia. O Museu é um dos pioneiros no campo de Etnomuseologia, que consiste na pesquisa em colaboração com os povos indígenas e populações tradicionais produtoras dos objetos etnográficos no acervo.

Arqueologia

A Área de Arqueologia desenvolve pesquisas sobre sociedades humanas através dos vestígios materiais e paisagens modificadas por populações humanas que ocuparam a Amazônia desde o passado pré-colonial até os dias de hoje.  A maior parte das pesquisas é organizada em projetos de longa duração que focam em determinadas áreas geográficas, mas há também pesquisas que lidam com o diverso e rico acervo arqueológico do Museu. Muitos projetos contam com equipes multidisciplinares, com especialidades variadas tais como a bioarqueologia, a etnobotânica e a geoarqueologia. Os projetos de pesquisa seguem as seguintes linhas de pesquisa: Cultura Material, Tecnologias e Iconografias; Arqueologia e Comunidades Tradicionais na Amazônia; Paisagens Antropogênicas e Terras Pretas na Amazônia.

Linguística

A Área de Linguística estuda a realidade linguística da região, na qual há cerca de 300 línguas indígenas, cuja maioria encontra-se ameaçada de extinção; e se destaca também na documentação de línguas e culturas indígenas. A linha de pesquisa Linguística Indígena na Amazônia é voltada para as pesquisas descritivas e teóricas, linguística tipológica, contato linguístico, linguística histórica e suas implicações para a compreensão da pré-história amazônica, documentos linguísticos coloniais, sociolinguística, e linguística antropológica.

 

Localização:

Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi - Coordenação de Ciências Humanas
Av. Perimetral, 1901, Belém, Pará, Brasil.
Caixa Postal: 399 – CEP: 66077-830
E-mail da Secretaria: cch_sec@museu-goeldi.br