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Agência de Notícias

Domingo é dia de ciência: um passeio pela flora amazônica e seus símbolos

Os visitantes do Parque Zoobotânico poderão participar, neste domingo (24), a partir das 9h, de uma expedição de saberes sobre espécies populares na região e sua relação com povos tradicionais de matriz africana. A atividade inclui mais uma edição do Programa Natureza.
publicado: 21/11/2019 18h48, última modificação: 06/12/2019 14h58
Exibir carrossel de imagens A trilha Afro Amazonicos e seus símbolos faz parte da programação do Domingo é Dia de Ciência 
Foto: Suellen Dias

A trilha Afro Amazonicos e seus símbolos faz parte da programação do Domingo é Dia de Ciência Foto: Suellen Dias

Agencia Museu Goeldi – Contribuir para o reconhecimento e valorização da cultura negra. Esse é um dos motes que impulsionaram a criação do Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em todo Brasil a cada 20 de novembro. A data faz alusão ao aniversário de morte de Zumbi, líder do quilombo dos Palmares e símbolo da luta contra a escravidão. Como instituição científica que comunica conhecimentos nas áreas de Ciências Naturais e Humanas relacionados à Amazônia, o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) se integra ao calendário e realiza mais uma edição da “Trilha afroamazônicos e seus símbolos”. Será no Parque Zoobotânico, no próximo dia 24, às 9h30, com a mediação de lideranças de povos tradicionais de matriz africana de Belém. A atividade está inclusa na programação do Domingo é Dia de Ciência, que conta ainda com atividades educativas do Programa Natureza.

Durante o roteiro em meio ao acervo vivo de fauna e flora do parque, representantes do Candomblé Ketu, Candomblé Angola, Candomblé Jeje Savalu, Umbanda, Tambor de Mina e Pajelança indicarão aos visitantes algumas das espécies com significados e importância cultural para suas religiões. Fazem parte deste trajeto exemplares de plantas popularmente conhecidas como samaumeira (Ceiba pentandra), dendezeiro (Elaeis guineenses), jaqueira (Artocarpus heterophyllus) e mamorana (Pachira aquática), além de uma parada no Lago dos Tambaquis.

“Podemos dizer que as marcas africanas e indígenas estão não somente em nossos traços físicos, mas também em várias facetas culturais, como música, religião, língua, culinária, estética e valores sociais. Porém, é nas comunidades-terreiro onde estão registradas a diversidade e presença intensa da contribuição negra”, explica Tainah Coutinho, idealizadora da trilha.

A iniciativa é parte do projeto de iniciação científica homônimo e que foi desenvolvido, em 2015, por Tainah, hoje bolsista do Programa de Capacitação Institucional do MPEG, sob a orientação das educadoras Helena Quadros e Ana Cláudia Silva. Além de gerar um roteiro educativo, o projeto resultou na criação de um vídeo-documentário, em que Pai Alfredo, Mãe Vanda, Mãe Nalva, Mametu Nangetu e Mãe Jakolocy relatam um pouco da história e da conexão do Parque Zoobotânico com a cultura africana. A edição deste ano da trilha é dedicada à memória de Baba Tayando e Tata Kinamboji.Baba Tayando (foto) e Tatá Kinamboji são os homenageados desta edição da trilhaFoto: Gilberto Mendonça

Ao final do percurso, na clareira da samaumeira jovem, os participantes podem se integrar ao Programa Natureza. Haverá atividades lúdicas com a mediação do personagem Macaco Ximbica e uma equipe de arte educadores.

Estudo – Iniciado em 2015 e aplicado em 2016, o projeto da “Trilha afroamazônicos e seus símbolos” foi criado no intuito de estimular a aplicação da Lei Federal 10.369, que pede a inclusão no currículo escolar do estudo da História da África e dos Africanos, da luta dos negros no Brasil, da cultura negra brasileira e do negro na formação da sociedade nacional.

Texto: Karolina Pavão

 

Serviço | Domingo é Dia de Ciência

“Trilha afroamazônicos e seus símbolos” e Programa Natureza

Data: 24/11/2019, a partir da 9h

Local: Parque Zoobotânico do Museu Emílio Goeldi – Av. Magalhães Barata, 376.