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Agência de Notícias

Museu Goeldi no Arte Pará 2018: a força da cultura indígena

Na manhã desta quinta-feira (11), no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, será a abertura oficial do Salão Arte Pará 2018. Já são 10 anos de parceria e, nesta edição, os artistas convidados apresentam, em diferentes linguagens, a força da cultura dos povos indígenas do país. A programação segue até dezembro.
publicado: 10/10/2018 16h40 última modificação: 16/10/2018 16h30
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Museu Goeldi no Arte Pará 2018: a força da cultura indígena

Agência Museu Goeldi – O Museu Paraense Emílio Goeldi participa, mais uma vez, do Salão Arte Pará, projeto de incentivo à arte contemporânea, realizado pela Fundação Rômulo Maiorana. Em sua 37ª edição, o projeto busca valorizar, por meio da arte, a cultura dos povos indígenas do Brasil, em especial os da Amazônia. A abertura será nesta quinta-feira (11), às 10h30, no Pavilhão Domingos Soares Ferreira Penna, a Rocinha.

Em 2018, foram 21 artistas convidados e o público poderá conferir esse trabalho até o dia 11 de dezembro. São diferentes linguagens que transitam pela fotografia, pintura, vídeo-arte, objetos e interferência urbana. No Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, o Salão Arte Pará vai ocupar dois espaços: a Rocinha e a Sala Rosa da Biblioteca Clara Galvão.

“Temos uma história bonita de expor o conhecimento científico aliado à estética, à arte contemporânea e essa parceria tem sido muito bem acolhida pelo público”, afirma Wanda Okada, coordenadora de Museologia do Museu Goeldi, que celebra essa parceria iniciada entre as instituições em 2007.

Para Vânia Leal, coordenadora e curadora educacional do Arte Pará, a inter-relação entre arte e ciência têm a capacidade de gerar reflexões significativas de vida. “Da Antiguidade ao Renascimento, arte e ciência, inspiradas pela criatividade, caminham como uma entidade única. Uma intensa interdisciplinaridade ocorreu no Renascimento, mostrando que seus trabalhos eram produzidos através da investigação. Tanto artistas como cientistas formulam hipóteses, avaliam a estrutura e a composição de materiais e ambos são capazes de transformar o material utilizado para obterem resultados”, destaca Leal.

Diversidade de linguagens – O curador, crítico e historiador da arte Paulo Herkenhoff é o responsável pela Curadoria Geral do Salão Arte Pará. Para esta edição, foi pensado como eixo central a cultura dos povos indígenas, buscando estimular a conexão entre a produção da arte contemporânea e as práticas visuais dos povos tradicionais. “O conceito definido para o Arte Pará deste ano atravessa a identidade indígena, muitas vezes pensada somente como uma participante ancestral na construção do Brasil, quando é, na verdade, fator vivo em nosso país”, acrescenta Vânia.

O Arte Pará 2018 vai ocupar o Salão Transversal do Pavilhão Domingos Soares Ferreira Penna, dialogando com as duas outras mostras expostas atualmente: “Transformações” e “Os Kayapó Yairati. Saberes e lutas compartilhadas”. O público poderá ver a mostra no horário de visitação do Parque Zoobotânico, terça-feira a domingo, de 9h às 17h.

Além da Rocinha, a Sala Rosa da Biblioteca Clara Galvão vai abrigar um núcleo educativo do Arte Pará. Nesse espaço, as crianças poderão participar de oficinas e assistir à exibição de um vídeo do fotógrafo Rogério Assis, um dos artistas convidados do projeto. As quartas-feiras serão dedicadas à participação dos estudantes das escolas que fizerem agendamento prévio. Uma parceria entre a Fundação Rômulo Maiorana e a Setransbel vai garantir o transporte dos alunos. O horário de funcionamento da Sala Rosa será de terça-feira a sexta-feira, de 9h às 17h.

Artistas – Os 21 artistas convidados do Salão Arte Pará 2018 foram divididos em núcleos. Os artistas Berna Reale, Claudia Andujar, Edu Simões, João Farkas, Rogério Assis, Valdir Cruz, Walda Marques e Xadalu fazem parte do núcleo de fotografia indígena.

Os artistas Armando Queiroz, Guerreiro do Divino Amor, Isabel Ramil, Juliana Notari, Katia Maciel, Letícia Parente, Niura Bellavinha e Octávio Cardoso compõem o núcleo de vídeos extraordinários.

No núcleo de pintura estarão obras dos artistas Armando Sobral, Dina de Oliveira, Eder Oliveira, Nina Matos e Ruma.

O artista e indígena guarani Xadalu também participa do Salão Arte Pará e vai realizar interferências em locais estratégicos de Belém, numa forma de exteriorizar a identidade indígena nos espaços urbanos cotidianos das pessoas.

Arte Pará – Projeto realizado pela Fundação Rômulo Maiorana, o Arte Pará detém significativa trajetória com premiações de artistas e do fluxo de críticos e curadores ao longo de seus 37 anos e tem contribuído para a transformação do cenário das artes visuais do Brasil. É um projeto contínuo, com ciclos anuais. Nesta trajetória, a exposição, o projeto educativo, o catálogo e os periódicos integram saberes e fomentam a participação de um grande público promovendo o acesso a arte.

Texto: Karolina Pavão e Lídia Cardoso.

 

Serviço | Abertura do Salão Arte Pará 2018 no Museu Goeldi

Data: 11 de outubro de 2018 (quinta-feira), às 10h30.

Local: Parque Zoobotânico do Museu Goeldi (próximo ao prédio da Diretoria).

Período de exibição: 11 de outubro a 11 de dezembro de 2018.

Horários: Salão Transversal (Rocinha) – De terça-feira a domingo, das 9h às 17h.

                 Sala Rosa (Biblioteca Maria Clara Galvão) – De terça a sexta-feira, das 9h às 17h.

Realização: Fundação Rômulo Maiorana.

Patrocínio: Faculdade Integrada Brasil Amazônia – FIBRA.

Apoio: Setransbel, Sol Informática e O Liberal na Escola.