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O menor tamanduá do mundo mora no Museu Goeldi - Série Viva a Fauna Livre

O nome Tamanduaí tem origem no Tupi-guarani e significa pequeno caçador de formiga
publicado: 12/02/2015 10h15 última modificação: 16/02/2018 11h54

Agência Museu Goeldi – Eles raramente são vistos circulando no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, mas sim, existem! Quem consegue enxergá-los em dia de visitação pode considerar-se sortudo, afinal, são animais tão pequenos que é preciso um olhar atento para vê-los. Estamos falando do tamanduaí, segunda espécie apresentada na série “Viva a Fauna Livre” do Museu Goeldi.

Três exemplares da espécie estão soltas no Parque Zoobotânico do MPEGMenor tamanduá do mundo, o tamanduaí (Cyclopes didactylus) não mede mais que 20 centímetros de comprimento e mais 25 centímetros de cauda preênsil, que é um importante instrumento auxiliar na procura de alimentos, sendo usada na escavação de ninhos de cupins e formigas, insetos que o tamanduaí adora ter no cardápio. A cauda bastante forte também o ajuda na sustentação e locomoção entre os galhos das árvores, onde descansa o dia inteiro.

Três exemplares da espécie estão soltos no Parque, mas encontrá-los é um trabalho difícil porque é um animal que gosta da noite. Durante o dia, o tamanduaí descansa pendurado nas árvores.

A espécie ocorre em florestas tropicais nas Américas Central e do Sul. No Brasil é encontrada na região amazônica, e com menor frequência no Nordeste, em estados como Pernambuco, Sergipe e Alagoas.

Características – Essa espécie de tamanduá pode pesar até 400 gramas. Tem pelagem macia com tonalidade amarela, dourada e cinza, além de ter uma listra dorsal escura. A cauda do animal não possui pelos na parte de baixo.

As patas dianteiras do tamanduaí têm dois dedos e a traseira, três. Mesmo sem polegares, conseguem movimentar-se bem pela vegetação e suas garras ajudam neste processo.

Para se alimentar, o tamanduaí abre cupinzeiros e formigueiros utilizando as garras e a cauda. Depois, retira os insetos com a comprida língua que é revertida por um líquido viscoso que prende seu alimento.

Reprodução – Com hábitos solitários, o tamanduaí só se relaciona com seu parceiro para acasalar. A gestação da fêmea dura de 120 a 150 dias, dando origem a um único filhote, que amamenta até certa idade e depois é alimentado com uma papa de insetos regurgitada pelos pais.

Curiosidade – O nome Tamanduaí tem origem no Tupi-guarani e significa pequeno caçador de formiga. O sufixo “í” significa pequeno, minúsculo, por isso o nome casa muito bem com o tamanho do animal.

Outro fato interessante é que a espécie tem taxas metabólicas, de temperatura corporal e capacidade termorregulatórias muito baixas, por isso a ocorrência desses animais só acontece em regiões com altitude abaixo dos 1500 metros.

Ver o tamanduaí no Parque do MPEG é uma tarefa desafiadora, mas não impossível. Tente encontrar o animal na próxima visita e faça seus registros. O PZB fica aberto sempre de terça a domingo, de 9h às 17h.

Promoção - Quer ter uma miniatura em papel do tamanduaí? Baixe seu personagem clicando aqui, imprima e aprenda como montar no vídeo tutorial ou em nosso canal no YouTube.  Depois, imprima e monte. Dê um nome ao seu tamanduaí, faça uma foto e compartilhe nas mídias sociais usando a hashtag #VivaAFaunaLivre. O autor da foto mais criativa ganhará um prêmio surpresa e um par de ingressos para conhecer a fauna livre do Parque Zoobotânico. Participe!    

Texto: Mayara Maciel

Ilustração da miniatura: Lívia Prestes