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Agência de Notícias

Projeto de divulgação científica do Museu Goeldi é um dos premiados pelo Instituto Serrapilheira

"A Floresta Sensível” é um projeto que busca desenvolver abordagens sensoriais de divulgação científica sobre as percepções indígenas e de populações tradicionais da floresta amazônica e seus diversos seres. Ao todo, 15 organizações foram selecionadas na etapa final e receberão apoio do Instituto Serrapilheira no ano que vem.
publicado: 23/12/2019 14h23, última modificação: 23/12/2019 16h46

Agência Museu Goeldi – O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), através do projeto “A Floresta Sensível”, coordenado pelo pesquisador Glenn Shepard Jr., é uma das 15 organizações participantes do Camp Serrapilheira, que terão suas iniciativas de divulgação científica apoiadas em 2020 pelo instituto. Com isso, as organizações receberão consultoria e acompanhamento para o desenvolvimento de seus projetos, além de recursos financeiros. O Serrapilheira é uma instituição privada, que tem o objetivo de financiar pesquisas de excelência, com foco em produção de conhecimento e divulgação científica.

Sob a coordenação do antropólogo e pesquisador do Museu Goeldi, Glenn Shepard Jr., “A Floresta Sensível” é um projeto que busca desenvolver abordagens sensoriais de divulgação científica sobre as percepções indígenas da floresta amazônica e seus diversos seres visíveis e invisíveis, integrando Ciências Sociais e Naturais.

Shepard Jr. explica que a meta principal do projeto é revelar os usos, entendimentos e percepções dos povos indígenas e outras populações tradicionais sobre a flora, fauna e outros seres das florestas da região, lançando mão de instalações museográficas em espaços internos e externos do Parque Zoobotânico do Museu Goeldi.

Os sentidos de olfato, sabor, tato e audição permeiam as experiências de povos que vivem em contato estreito com a floresta amazônica e estruturam seus entendimentos sobre doença, seus usos de plantas e animais, a vida ritual, suas interações sociais e a relação com o cosmos. Esses conceitos podem ser aplicados em novas abordagens de divulgação da ciência, possibilitando experiências sensoriais no contato direto com elementos da biodiversidade.

Camp Serrapilheira O Camp Serrapilheira é a principal iniciativa do Programa de Divulgação Científica do Instituto Serrapilheira e é dividido em duas fases. Na primeira, os selecionados participaram de um evento de quatro dias e apresentaram sessões, conheceram referências internacionais na área, fizeram workshops e formaram redes de colaboração. Participaram da edição de 2019, 36 organizações, selecionadas entre 537 inscritas.

Na segunda fase, tanto os participantes do evento de 2019 quanto os do evento de 2018 (50 organizações) concorreram a recursos financeiros e acompanhamento do instituto para realizar seus projetos voltados à promoção de uma cultura de ciência no país.

Das 15 organizações selecionadas na etapa final, sete são renovações e oito são propostas novas. Dos projetos novos, foram selecionados: Museu Emílio Goeldi (PA), Labverde – Manifesta Arte e Cultura (AM), Agência Pública (RJ), Sociedade Astronômica Brasileira (RJ), Ciência na Rua (SP), Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (RS), Laboratório de Arqueologia e Antropologia Ambiental e Evolutiva da Universidade de São Paulo (USP) e Peixe Babel (MG).

As organizações que tiveram seus projetos renovados foram: Agência Bori (SP), Amerek da Universidade Federal de Minas Gerais (MG), Lab 37 (SP), Laboratório de Ecologia Marinha da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (RN), Nexo jornal (SP), Núcleo de Divulgação Científica da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e Silo – Arte e Latitude Rural (RJ).

Texto: Serrapilheira com a colaboração da Agência Museu Goeldi.