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Repelente a base de planta amazônica no combate ao Aedes

Tendo por base uma planta encontrada nas áreas alagadiças da Amazônia, química do Museu Goeldi desenvolve produto inspirado no saber popular para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya.
publicado: 24/05/2017 14h30, última modificação: 08/02/2018 17h18

Agência Museu Goeldi – O mosquito Aedes aegypit é um velho conhecido do brasileiro. Segundo o Ministério da Saúde, em 2016, pelo menos 794 pessoas morreram no país em consequência das doenças transmitidas pelo mosquito: Dengue, Zika e Chikungunya. Para combater o mosquito, Cristine Bastos do Amarante, pesquisadora da Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), desenvolveu um larvicida e repelente, à base de uma planta encontrada em igapós da Amazônia. Com resultados promissores no combate ao Aedes aegypit, o produto será apresentado em São Paulo, no Congresso Brasileiro de Cosmetologia, que começou nesta terça-feira (23) e vai até quinta (25).  

Experimento - larvicida e repelente a base de aningaA planta base da tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores do Museu Goeldi é popularmente conhecida como aninga, cujo nome científico é Montrichardia linifera. O experimento científico se inspirou no conhecimento dos ribeirinhos, que apontavam uma possível ação repelente dessa planta em relação ao mosquito. Identificado o potencial, os cientistas trabalharam no estudo de um composto produzido com os óleos essenciais e extratos das espécies do gênero Montrichardia para seu uso como larvicida e repelente. Faça o download do folder com mais detalhes da pesquisa.

O trabalho será apresentado no espaço FCE Innovation Area, considerado a principal plataforma de negócios do setor de cosméticos da América Latina. Em 2017, o Congresso Brasileiro de Cosmetologia chega a sua trigésima edição e é notadamente um evento marcado pela diversidade de conteúdos científicos apresentados.

Texto: Marco Aurélio Gomes.