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A recuperação da vegetação nativa da Amazônia em debate

Os resultados do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) auxiliam a definição de áreas prioritárias para a restauração ecológica nos biomas nacionais. Especialistas utilizarão abordagens que incluem parâmetros ambientais, sociais e econômicos, durante oficina que ocorrerá no Museu Goeldi. Sua tarefa contribui para que o Brasil cumpra seus compromissos na manutenção da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos
publicado: 27/11/2017 12h15, última modificação: 18/12/2017 11h33

Agência Museu Goeldi – A oficina “Áreas prioritárias para recuperação da vegetação nativa na Amazônia”, prevista para os dias 29 e 30 de novembro, no Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi, é uma realização do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio),  Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Centro de Ciências da Conservação e Sustentabilidade do Rio (CSRio). O evento tem o propósito de atualizar alvos e metas de conservação para a região amazônica estabelecidos em 2006, definindo cenários futuros e subsidiando políticas públicas.

O evento é a terceira etapa do processo de atualização das Áreas Prioritárias para a Biodiversidade da Amazônia, planejado para ser desenvolvido em cinco etapas. A primeira etapa foi realizada em junho deste ano, quando foram avaliados os pontos positivos e negativos da proposta de 2006. A segunda etapa discutiu e definiu novos alvos e metas de conservação. Na próxima semana, estarão sob análise as ameaças e oportunidades para implantação de ações de conservação. As duas últimas etapas, que tratam das prioridades para uso sustentável e da seleção de área e definição de ações, ocorrerão em março e maio de 2018 respectivamente.

Alvos e metas de conservação – Em 2006 foram definidos seis grupos de alvos de conservação na Amazônia: os ambientes terrestres; os ambientes aquáticos; as espécies, representadas apenas pelos primatas; o serviço ecossistêmico, representado pela manutenção de áreas florestadas a leste do rio Madeira e oeste do Guamá; processos evolutivos, para os quais as bases de dados selecionadas foram os centros de endemismos de aves e de borboletas Papilionini; e uso sustentável, incluindo áreas alagáveis, florestas densas em áreas planas e  espécies como mogno, jarina e piaçava.

PPBio – É o maior programa nacional de pesquisas em biodiversidade. Foi criado em 2004 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia com a missão de priorizar e integrar competências em pesquisa e transferência de conhecimento em biodiversidade. Seu início foi pelo bioma amazônico, onde o Museu Goeldi coordena uma extensa rede agregada em núcleos nos estados da Amazônia Oriental. A coordenação do PPBio Amazônia Oriental está com o ictiólogo Alberto Akama, pesquisador da Coordenação de Zoologia do Museu Goeldi.

Restaura Amazônia – Além da oficina “Áreas prioritárias para recuperação da vegetação nativa na Amazônia”, o Museu Goeldi sedia a reunião dos membros da Aliança pela Restauração da Amazônia, nos dias 27 e 28 de novembro.

Criada em janeiro de 2017, a Aliança pela Restauração na Amazônia objetiva estabelecer uma plataforma de cooperação entre ONGs, empresas, instituições de ensino e pesquisa, governo e sociedade civil, a fim de somar forças para ampliar a restauração florestal na região. O Museu Goeldi integra o pool de 40 instituições que compõem a Aliança.

Texto: Marco Aurélio Gomes.