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Programas e Projetos

publicado 22/12/2016 13h28, última modificação 16/05/2017 12h32

Atualmente, o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) desenvolve 256 projetos. Destes, 155 são coordenados pelo MPEG e outros 101 são desenvolvidos em parceria com outras instituições de pesquisa e de ensino, do Brasil e do exterior. Esses projetos abordam temas como o conhecimento da estrutura e funcionamento de ecossistemas e geossistemas, paleobiodiversidade, programas de inventário biológico de âmbito regional, suporte a planos de manejo de áreas de conservação públicas ou privadas, dinâmicas das ocupações humanas históricas e pré-históricas da Amazônia e infraestrutura para acervos e laboratórios. 

Confira alguns destaques:

Programa Biodiversidade da Amazônia: iniciativa do Museu lançada em 2002 para melhorar o conhecimento gerado sobre a biodiversidade da maior floresta tropical do mundo, com o intuito de embasar as políticas públicas voltadas para a questão ambiental na Amazônia;

O Censo da Biodiversidade é um dos principais projetos vinculados ao Programa Biodiversidade da Amazônia, sendo uma ação do Museu Goeldi para informar a sociedade sobre a riqueza de espécies na Amazônia brasileira, possibilitando o acompanhamento dos avanços no conhecimento das espécies e seu status de conservação ao longo dos anos; agrega e disponibiliza informações com números confiáveis e atualizados sobre quantas e quais espécies são conhecidas na região e sua categoria de ameaça, subsidiando gestores ambientais, agências de licenciamento e fiscalização ambiental;

Projeto Coleções Científicas Biológicas do Museu Paraense Emílio Goeldi: Informatização e Participação no Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr): organiza as informações taxonômicas das 18 coleções e 50 subcoleções científicas biológicas do Museu Goeldi, sendo o destino final desses conhecimentos a plataforma online, desenvolvida pelo MCTIC em parceria com mais de 90 instituições científicas e outros órgãos nacionais e internacionais; a plataforma integra informações sobre a biodiversidade e ecossistemas brasileiros para acesso público e gratuito;

Programa de Estudos Costeiros (PEC): dedicado aos ecossistemas costeiros amazônicos desde 1997, visando à geração de subsídios para a gestão territorial, para a utilização dos recursos naturais e para a formulação de políticas públicas, assegurando o intercâmbio externo por meio de parcerias com instituições e projetos internacionais. As principais ações do PEC estão ligadas aos projetos das coordenações de Botânica (CBO), Ciências Humanas (CCH) e Ciências da Terra e Ecologia (CCTE);

INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia: reunindo 36 instituições nacionais e internacionais, é um programa interinstitucional coordenado pelo Museu Goeldi, cujo foco é o desenvolvimento de pesquisas, ações educativas e de comunicação da ciência no Arco do Desmatamento, faixa territorial que se estende pelo sul da Amazônia, do Maranhão ao Acre, com quase 245 mil km²;

Projeto RENAS: concebido em 1990 pela antropóloga Lourdes Furtado, fruto de pesquisas desenvolvidas no Museu desde os anos 1960, o RENAS pesquisa, inventaria e analisa situações pertinentes à relação sociedade-natureza, patrimônios culturais e dinâmicas sociais vivenciadas pelos pescadores, em especial na Amazônia, para compreender os processos sociais e ambientais e os sistemas práticos e simbólicos no cotidiano, produzindo dados para subsidiar políticas públicas de proteção, conservação e manutenção da biodiversidade;

O Museu Goeldi também participa de redes de pesquisa nacionais e internacionais, tais como:

Rede de Pesquisa em Biodiversidade da Amazônia Oriental – PPBio Amazônia Oriental - Inventários: visa a fomentar e executar as pesquisas no âmbito do Programa Nacional de Pesquisas em Biodiversidade; projeto de rede sobre a biodiversidade da região, com ações de pesquisa científica por meio de protocolos de inventários padronizados e estabelecimento e difusão de metodologias de análise da biodiversidade;

Rede GEOMA: integrando seis unidades de pesquisas da Região Norte, essa rede visa a desenvolver modelos computacionais capazes de predizer a dinâmica dos sistemas ecológicos e socioeconômicos em diferentes escalas geográficas, dentro do conceito de sustentabilidade, além de auxiliar a tomada de decisão ao fornecer ferramentas de simulação e modelagem e contribuir com a formação de recursos humanos.

Rede LBA: compete à Representação Regional Belém do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA) articular, no âmbito do Programa, os grupos de pesquisa das instituições de ensino e pesquisa sediadas na capital paraense, em acordo com a coordenação geral do Programa LBA/INPA;

Rede de Avaliação e Monitoramento de Ecologia Tropical (TEAM): programa de monitoramento de florestas tropicais, com o objetivo de inventariar e monitorar variáveis de fatores físicos e da biodiversidade, visando a detectar mudanças nos padrões observados no tempo e no espaço; coordenado pela Conservação Internacional (CI);

Rede Clima – Componente: Biodiversidade: programa dedicado aos estudos de impactos, adaptação e vulnerabilidade das mudanças climáticas sobre a biodiversidade e os ecossistemas brasileiros, propondo ações mitigadoras;

OUTROS PROJETOS

Levantamento regional da situação sociolinguística de 26 etnias indígenas da região de Rondônia: integra o Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL) e fará o levantamento da situação sociolinguística das línguas nativas de 26 povos indígenas de Rondônia, com população total de cerca de 11,2 mil pessoas; as línguas levantadas podem ser reconhecidas como patrimônio cultural, fazendo jus ao título de Referência Cultural Brasileira;

Projeto Arqueológico Carajás: este projeto tem como objetivo sintetizar os estudos dos dois programas de pesquisas realizados em Carajás – Projeto de Estudos Arqueológicos Carajás N1, N2 e N3 (PACA Norte) e Programa de Estudos Arqueológicos S11D (PACA Sul) –, cujo contexto ambiental colocou importantes questões legais e científicas devido à implantação de empreendimentos de exploração mineral, que afetam direta ou indiretamente o patrimônio arqueológico;

Elaboração de quatro diagnósticos socioambientais, visando à criação de quatro Reservas Extrativistas (RESEX) e à ampliação de uma RESEX nas microrregiões do Salgado Paraense e Bragantina (PA): voltado para a realização de estudos socioambientais para criação de reservas extrativistas (RESEX), com realização de atividades de campo em Primavera e nos municípios de São João de Pirabas e Quatipuru, no nordeste paraense, sendo que nestes dois últimos também são realizados etnomapeamentos;

Coleções Científicas no MCTI: Consolidação, Expansão e Integração: pretende instalar e/ou ampliar a infraestrutura necessária para a preservação de coleções científicas de Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além de organizá-las, indexá-las, digitalizá-las, divulgá-las, torná-las acessíveis ao público em geral e melhorar a qualidade da informação associada, visando a fortalecer sua constituição como referências nacionais e internacionais, sendo uma das atividades realizadas a pesquisa e o desenvolvimento de coleções biológicas;

Diversidade, História Natural e Relações Ecológicas de Mamíferos Aquáticos da Costa Norte do Brasil: tem como objetivo inventariar a vegetação aquática dos locais onde habitam peixes-boi da Amazônia, na Ilha do Marajó, e identificar as espécies consumidas por esses animais, inclusive aquelas por quais eles têm preferência, para subsidiar estudos anatômicos e nutricionais; como resultado, temos a identificação de plantas coletadas;

Estudo entomológico e bioindicadores para monitoramento da biodiversidade na mineração Paragominas/SA, Pará, Brasil: visa ao monitoramento e diagnóstico de biodiversidade em área de lavra no município paraense de Paragominas;

Monitoramento dos possíveis impactos da linha de transmissão do Marajó sobre a fauna: prevê a avaliação dos impactos ambientais da linha de transmissão do Marajó, monitorando padrões de biodiversidade de aranhas, formigas e mamíferos;

Rede de Pesquisa em Biodiversidade da Amazônia Oriental – PPBio Amapá: Inventários: visa fortalecer as estruturas de pesquisa existentes no Núcleo Regional do Amapá e dar continuidade ao trabalho integrado envolvendo o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA), MPEG e demais parceiros para o desenvolvimento de pesquisa e inovação no uso e conservação da biodiversidade amazônica e fortalecimento das coleções científicas do Amapá;

Projeto Rede NIT Amazônia Oriental – Rede NAMOR: prevê a criação de uma rede colaborativa para otimizar e compartilhar recursos, disseminar boas práticas de gestão da inovação, de proteção à propriedade intelectual e transferência de tecnologia, bem como facilitar a aplicação desta política de CT&I, além de capacitar recursos humanos  como agentes de inovação e prover o amadurecimento das relações com institutos de ciência e tecnologia do país;

Flora e Florística dos Campos Rupestres da Serra dos Carajás: prevê a sistematização do conhecimento sobre a flora rupestre das formações ferruginosas da Serra dos Carajás, para contribuir com o conhecimento taxonômico das plantas que crescem sobre a canga, na região de Carajás (PA), formação vegetal que ocorre sobre as jazidas de minério de ferro do Brasil que estão sob forte pressão devido a atividades mineradoras;

Programa Científico para Conhecimento e Uso Sustentável do Pantanal – Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal (INPP): visa à implantação do campus de pesquisas avançadas do MPEG em Cuiabá, futuro INPP, de forma a promover a ocupação de suas instalações físicas e dar funcionalidade a seus laboratórios, além de apoiar as ações de pesquisas e comunicação a eles associados.