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Agência de Notícias

Comando Militar da Amazônia e Museu Goeldi discutem parceria

Em visita ao Parque Zoobotânico do MPEG, o General Guilherme Theophilo e o subtenente José Horácio Barros falaram sobre as possibilidades de apoio das forças armadas para os cientistas da Amazônia
publicado: 13/01/2016 19h45, última modificação: 15/02/2018 16h01

Agência Museu Goeldi - “É impossível proteger o que não conheço”: essa foi a principal mensagem do General Guilherme Cals Teophilo em visita ao Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, nesta terça-feira (12). O General, que está a frente do Comando Militar do Norte, sediado em Manaus (AM), e esteve em Belém, acompanhado do subtenente José Horácio Barros, para conhecer as atividades do Museu Goeldi e apresentar o projeto Pró-Amazônia.

O Pró-Amazônia tem o objetivo de colaborar com pesquisadores que tenham interesse em realizar estudos nas faixas de fronteira da Amazônia Legal, auxiliando o trabalho dos cientistas com a infraestrutura e logística disponibilizada pelo exército na região.

“A visita do general é muito oportuna, pois algumas de nossas pesquisas acabam sendo atrasadas ou até mesmo adiadas por falta de recursos ou pela burocracia que envolve o descolamento de equipes de pesquisa para áreas remotas. Não podemos contar com equipamentos como um helicóptero, por exemplo, o que o exército possui”, destacou a diretora em exercício do Museu Goeldi, Roseny Mendes.

Conhecimento e segurança - O General Teophilo destaca que o conhecimento das sociobiodiversidade Amazônica é uma questão de segurança nacional: “A terceira maior fonte de renda do crime organizado é o contrabando de animais silvestres, que fica atrás apenas do contrabando de drogas e de armas”, revela.

Também no contato com os povos da região, o General destaca que é de interesse do exército contar com a colaboração de cientistas e promover a formação de recursos humanos qualificados: “abrimos seleção para contratar antropólogos que pudessem nos auxiliar em um contato mais eficaz com algumas tribos indígenas e não tivemos um único inscrito”, relata.

Como um exemplo da logística oferecida, o comandante menciona a atual subutilização do chamado “pavilhão de terceiros”. A estrutura dos pavilhões, dentro do Pró-Amazônia, será modificada para comportar laboratórios e alojamentos para os pesquisadores que tiverem projetos nos entornos dos Pelotões reformados.

Texto: Juliana Araujo e Uriel Pinho