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Convite especial para conhecer a natureza: II Expedição de Férias do Museu Goeldi Share

As crianças inscritas na colônia do Goeldi optaram por aproveitar as férias de julho com educação ambiental. De um modo alegre e diferente, elas percorrem lugares especiais do Parque Zoobotânico da instituição.
publicado: 08/07/2016 10h15, última modificação: 16/02/2018 16h20
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Participantes acessam áreas restritas do Museu como o setor de veterinária

Participantes acessam áreas restritas do Museu como o setor de veterináriaAgência Museu Goeldi - Mais de 500 espécies vegetais e cerca de 70 espécies animais, monumentos e prédios históricos centenários distribuídos em um espaço equivalente a mais de sete campos de futebol no centro da cidade de Belém (PA). Esse é o Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, que neste mês de julho tem sido tomado por crianças. Elas embarcaram em uma viagem pelo conhecimento da natureza amazônica na “II Expedição de Férias do Museu Goeldi”.

Promovida pela Associação dos Servidores do Museu Goeldi (Ascon) e coordenada pelo Serviço de Educação do Goeldi (SEC), a Expedição de Férias oferece uma opção diferenciada para que o público infanto-juvenil, de 6 e 11 anos, aproveite as férias aprendendo sobre natureza amazônica em um espaço histórico da cidade, o Parque Zoobotânico do Museu Goeldi.
Com uma programação divertida e variada, a ação divulga conhecimentos técnicos e científicos, usando vários recursos e linguagens educativas. Na programação, os participantes experenciam gincanas, vivências, brincadeiras, oficinas e a oportunidade de conhecer lugares nunca antes visitados.

“Nosso objetivo é oferecer uma atividade educativa diferenciada. As crianças visitam locais que não são acessados pelo público comum, como é o caso do setor de veterinária do Museu, um espaço exclusivo de funcionários credenciados”, conta Hilma Guedes, educadora do Museu Goeldi e coordenadora geral da II Expedição de Férias.

Outro aspecto importante destacado por Hilma é o trabalho com os temas da sustentabilidade e solidariedade. “Temos trabalhos com materiais recicláveis e jogos educativos que estimulam a colaboração para o alcance de objetivos comuns, em vez da competição”.

Convívio - Mariana Menezes, pedagoga especialista em educação especial, trouxe a filha Ana Clara Menezes, de 10 anos, para participar da expedição. Ana Clara é autista e Mariana destaca a importância de vivências como essa para crianças com necessidades especiais de aprendizado

Rico acervo esta à disposição das crianças no Parque Zoobotânico“Quando se fala em autismo, é fundamental o convívio social. Então é muito importante tanto para ela quanto para outras crianças poder se integrar. Há uma carência muito grande de estrutura, de conhecimento sobre as crianças especiais, em todos os aspectos. Todas as crianças são especiais, precisam de estrutura e apoio para o aprendizado. Então é louvável essa ação do Museu, que desperta valores, e desperta a iniciação cientifica que precisamos tanto na nossa região”.

Ana Clara conta que está fazendo um livro. Nele estarão ilustrações e todas as observações sobre a Expedição de Férias. “Gostei dos animais, de ver as árvores. O Museu todo. O livro tem um monte de coisa minha, mas ainda não está pronto”, conta. Ela manda um recado para outras crianças:  “Aprendam sempre e venham conhecer o Museu!”.

Este ano a coordenação do evento solicitou que crianças com necessidades especiais viessem acompanhadas de um cuidador ou parente que pudesse dar suporte, esclareceu a educadora do Museu, Hilma Guedes.

Expedição - Este ano a colônia de férias do Museu Goeldi ofereceu 80 vagas ao público em geral. Dessas, 8 vagas foram abertas para crianças atendidas pela Fundação Pro Paz, do Governo do Estado do Pará, e outras 12 para filhos de servidores do Museu Goeldi. As inscrições estão encerradas. As atividades começaram 4 de julho e seguem até esta sexta, dia 8, para um primeiro grupo. De 11 e 14 de julho elas recomeçam para um segundo grupo.

Os participantes da Expedição de Férias do Museu Goeldi foram divididos de acordo com a faixa etária: a “Equipe Preguiça Bentinho” reúne crianças de seis a oito anos. A “Equipe Preguiça Real”, é formada por crianças de nove a onze anos. 


Texto: Uriel Pinho