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Agência de Notícias

Museu Goeldi discute a produção de mapas para a Ciência e o Planejamento

O geógrafo Marcello Martinelli(USP) falou sobre os desafios metodológicos da cartografia ambiental durante o Seminário Integrado INCT/PPGCA
publicado: 02/02/2016 16h00, última modificação: 14/06/2018 11h35

Agência Museu Goeldi – Ao traduzir o mundo para um desenho que muitas vezes cabe na palma das mãos, os mapas sempre ajudaram os homens a sonhar com terras distantes, compreender espaços antes desconhecidos e planejar sua relação com os ambientes em que vivem. Atualmente, eles são um recurso fundamental para visualizar informações científicas e apoiar a gestão territorial.

Martinelli é a maior referência em cartografia temática do BrasilNo último dia 29, o professor Marcello Martinelli (USP) esteve no Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) para conduzir a palestra “Cartografia ambiental, uma cartografia de síntese”, na qual abordou o esforço metodológico de se trabalhar dados para torna-los visíveis em mapas, de maneira sintética.

Martinelli é considerado a maior referência no Brasil quando se fala em Cartografia Temática. Doutor em Geografia Humana, ele tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Representações Gráficas, tendo importantes trabalhos em Cartografia Ambiental, Cartografia do Turismo e Cartografia Escolar.

De acordo com o pesquisador “acartografia ambiental é uma cartografia de síntese e, portanto uma cartografia complexa. O raciocínio de síntese pede que tudo seja visto de maneira integrada. Há várias maneiras e propostas para se chegar a isso. E esse mapa de síntese, em muitos casos, pode ser usado para zoneamento (zoneamento do turismo, zoneamento ambiental e tantos outros). Quer dizer, eles [os mapas] geralmente se abrem para dar suporte à gestão de regiões”.

Cartografia de síntese - Nos exemplos oferecidos por Martinelli, foi possível ver trabalhos cartográficos, realizados no Brasil e no exterior. Neles,dados complexos da geografia física (relevo, climatologia, vegetação...) e humana (número de habitantes, uso da terra...) dos espaços foram organizados de maneira integrada com a cartografia ambiental.

Para Wanja Lameira, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (MPEG/UFPA/CPATU), a palestra foi muito importante paradar aos futuros cientistas da região amazônica a chance de discutir a representação apropriada de seus mapas e contribuir no avanço dos estudos de análise espacial da região.

“Com a popularização das plataformas de geoprocessamento open source, tornou-se uma pratica comum a elaboração de mapas, contudo, observa-se que muitos usuários desconhecem os métodos de representação, as formas de organização da legenda, a seleção das cores mais apropriadas para cada tema, entre outros”, destaca Wanja.

Seminários integrados - A palestra foi promovida pelo Museu Goeldi, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia e o Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA), que envolve o MPEG, a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Embrapa Amazônia Oriental (CPATU).

Texto: Uriel Pinho