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Agência de Notícias

Museu Goeldi e Sesma discutem combate ao Aedes aegypti

Palestra no Museu Goeldi orientou funcionários e pesquisadores para a prevenção do mosquito transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunya
publicado: 16/02/2016 19h45, última modificação: 19/02/2018 09h58

Agência Museu Goeldi – Na última segunda-feira (15), representantes da Secretaria Municipal de Saúde e Meio Ambiente (Sesma) estiveram no Campus de Pesquisa do Museu Goeldi para uma palestra sobre prevenção contra os vírus da dengue, zika e chicungunya. Técnicos administrativos e pesquisadores do Museu foram orientados sobre o que fazer para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus que têm assustado a população nos últimos meses, após o aumento de casos das doenças no Brasil.

Para combater o mosquito – Segundo o representante da Sesma, Anderson Silva, que ministrou a palestra, não basta usar inseticidas e repelentes, pois esses são apenas métodos paliativos de combate ao mosquito. Além disso, com o tempo, os mosquitos ficam mais resistentes a esses produtos. Segundo a Sesma, a melhor forma de acabar com o transmissor é ainda eliminando os focos de larvas dos mosquitos e não deixar água parada. É importante ressaltar: apenas esvaziar baldes, tampas e garrafas não é suficiente, pois os ovos do mosquito sobrevivem até 450 dias sem água. "Por isso também é necessário que se lave os focos do mosquito com escova e sabão", orienta.

O mosquito Aedes aegypti é transmissor de várias patologias, inclusive a febre amarela, mas não nasce contaminado. É preciso que o animal pique alguém que esteja contaminado com o vírus para que, assim, o transmita a pessoas saudáveis. Dessa forma, pessoas doentes também devem evitar picadas do mosquito. E para isso podem fazer uso de repelentes, mosquiteiros etc. A fêmeas do mosquito Aedes aegypti são as únicas que picam o ser humano. Elas precisam de sangue para a maturação dos ovos.

Quando o mosquito está na fase de ovo e larval, é possível tomar algumas medidas para matar as larvas, como usar água sanitária, cloro e sal. Porém, quando está na fase de pupa - a última fase, quando o mosquito está envolto por um casulo -, ele não se alimenta mais. Por isso esse tipo de ação não é mais eficaz.

Males – Além de informar sobre o combate ao mosquito, a palestra da Sesma no Museu Goeld ainda trouxe também informações sobre as principais doenças que o mosquito transmite. As doenças têm vários sintomas parecidos, como febre e dores no corpo, e não têm tratamento específico. Mesmo assim, é preciso ter cuidado com a automedicação. Nos casos de dengue por exemplo, o uso de medicamentos não indicados pode levar até a forma mais grave da doença, a dengue hemorrágica.  Por isso, procure sempre um médico.

Texto: Lorena do Couto