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Agência de Notícias

Recursos para estudos de conservação do cerrado, documentação e etnografia da coleção Aparai

Os projetos foram contemplados na Chamada Universal de 2016 do CNPq e tratam de temas como sustentabilidade e conservação vegetal de regiões do Cerrado no Norte e Nordeste do Brasil, além de documentação e etnografia da coleção Aparai do Museu Goeldi.
publicado: 22/12/2016 18h00, última modificação: 04/04/2018 13h13

Agência Museu Goeldi- No último dia 9, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou o resultado de sua chamada Universal de 2016. Foram contemplados três projetos do Museu Paraense Emílio Goeldi, a serem desenvolvidos a partir de três de suas Coordenações: Botânica, Ciências Humanas e Comunicação e Extensão.

O objetivo da Chamada Universal é democratizar o fomento à pesquisa cientifica e tecnológica no País, contemplando todas as áreas do conhecimento. Para a edição de 2016, lançada em janeiro deste ano, estavam previstos até R$ 200 milhões em recursos e foram submetidas 21.640 propostas, uma demanda total de R$ 1 bilhão, números recordes na história do Universal.

Cerrado - Da coordenação de Botânica, foi aprovado o projeto de autoria do engenheiro florestal Mário Jardim, “Caracterização dos Fatores Ambientais que Interferem na Conservação das Comunidades Vegetais dos Cerrados do Norte e Nordeste do Brasil”.

O objetivo da proposta é identificar comunidades vegetais de áreas de cerrados marginais nos estados do Maranhão, Pará e Piauí para analisar variáveis ambientais – como solo, topografia e incidência de chuva- que interferem positivamente ou negativamente na conservação das espécies vegetais dessas comunidades.

Considerando o valor biológico que os cerrados brasileiros representam para diversos estados da região Nordeste e Norte do Brasil, com suas riquezas animal e vegetal, a proposta considera que “As informações obtidas poderão auxiliar como indicadores ambientais e de conservação, principalmente das áreas de cerrados que têm sofrido com os impactos antrópicos e de exploração irracional”.

Documentação – Já da Coordenação de Ciências Humanas, foi aprovado o projeto da pesquisadora Alegria Benchimol, com o título “A Documentação da Coleção Aparai do Museu Paraense Emílio Goeldi (1915/1937)”. A pesquisa propõe analisar a documentação de 206 objetos etnográficos do povo indígena Aparai, pertencentes à Coleção Etnográfica do Museu Goeldi

Entre os resultados, se espera esclarecer a trajetória dos coletores Curt Nimuendajú (1883-1945) e Otto Schulz-Kampfhenkel (1910-1989) na Amazônia, suas atuações no Museu Goeldi, em particular a formação da sua Coleção Etnográfica e a Reserva Técnica que a abriga.

A pesquisa propõe ainda a inclusão de referências etnográficas, enfatizando quatro aspectos principais: matéria-prima, técnicas de confecção, aspecto formal e função. A contextualização do objeto etnográfico será alcançada por diferentes meios e contará com a presença de um membro da etnia Aparai para contribuir com a documentação da coleção.

O terceiro projeto aprovado será coordenado pelo historiador Nelson Sanjad, que atua na Coordenação de Comunicação e Extensão do Museu Goeldi.

Universal – Dos recursos investidos entre os aprovados na Chamada Universal 2016, cerca de 31,3% foram destinados a projetos coordenados por pesquisadores vinculados a instituições sediadas nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste.

Os recursos disponibilizados para os projetos foram divididos em três Faixas, com valores de até R$ 30 mil na Faixa A, até R$ 60 mil na Faixa B e até a R$ 120 mil para a Faixa C. Foram aprovador 2.309 projetos da Faixa A, 1.321 na Faixa B e 957 na Faixa C.

O prazo de reconsiderações será aberto a partir de janeiro de 2017, quando também serão iniciados os procedimentos administrativo-financeiros para a contratação e o repasse de recursos, que deve acontecer no primeiro trimestre do ano.

Texto: Uriel Pinho, com informações do CNPq