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Agência de Notícias

Revista científica do Goeldi publica mais uma edição comemorando 125 anos

Novas perspectivas na fronteira da Linguística e da Antropologia.
publicado: 12/04/2019 16h12 última modificação: 12/04/2019 17h02

Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi comemora 125 anos nesse 2019 com uma trajetória marcada pela difusão do conhecimento. A versão Ciências Humanas se dedica a publicar resultados de pesquisas em Antropologia, Arqueologia e Linguística, além de História, Sociologia, Museologia e disciplinas afins.

O ano de 2019 também é destaque pela celebração como Ano Internacional das Línguas Indígenas, por iniciativa da pela UNESCO. Em sua mais recente edição, o Boletim trata do tema ao apresentar dossiê sobre “Novas perspectivas na terminologia de parentesco nas línguas Tupi e Caribe”. Organizado por Joshua Birchall, do Museu Paraense Emílio Goeldi e Fiona Jordan, da University of Bristol, Reino Unido, o conjunto de oito artigos destaca em abordagem interdisciplinar o que, segundo o Editor Associado do Boletim, Hein van der Voort estabelece “conexão entre língua, cultura e história de uma maneira ainda pouco vista, tanto na linguística quanto na antropologia”. A proposta é de uma nova visão sobre os sistemas de parentesco como forma de “preservação do conhecimento presente nos modos diversos de organizar as relações de parentesco,” conclui van der Voort.

Faz quase cinco décadas que o Museu Paraense Emílio Goeldi registra, pesquisa e preservar línguas indígenas da Amazônia. Documentos em formatos de áudio e vídeo compõem acervo que guarda conhecimento linguístico e das tradições orais de mais de 80 línguas indígenas num registro permanente e acessível em colaboração direta dos povos indígenas. Colaborador do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL), iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Museu Goeldi desenvolveu projeto piloto em Rondônia com o objetivo de determinar a situação atual de todas as línguas do Brasil.

A descrição e a análise científica das línguas são outras frentes de trabalho investigativo. “Como qualquer língua natural possui uma grande complexidade, esse trabalho é demorado e entra profundamente nos detalhes dos sistemas de sons, das estruturas da gramática, da construção do léxico, e das interligações entre linguagem, cultura e etno-história”, explica van der Voort.

Mais contribuições - A edição do Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas que marca o início das comemorações dos 125 anos da revista traz outros três artigos que tratam de economia extrativista no artigo do Roberto Porro “A economia invisível do babaçu e sua importância para meios de vida em comunidades agroextrativistas”; de patrimônios indígenas no trabalho do Jean Baptista e Tony Boita com “Patrimônios indígenas nos 80 anos do Museu das Missões: etno-história e etnomuseologia aplicada à imaginária missional”; e terra preta arqueológica no artigo por Rodrigo Macedo e colegas sobre “Amazonian dark earths in the fertile floodplains of the Amazon River, Brazil: an example of non-intentional formation of anthropic soils in the Central Amazon region”.

Em fase de consolidação de conceituação máxima alcançada em 2017, o Boletim se prepara para uma nova avaliação com o desafio de manter o padrão e a qualidade pelos quais buscou se pautar. “Quando comparado a periódicos mais relevantes dentro do escopo que atua, os indicadores de impacto do Boletim são considerados, por avaliadores independentes em consultoria a SciELO, ‘muito bons’, informa a editora-chefe, Jimena Felipe Beltrão.  

A manutenção da performance da revista é meta constante para qual contribuiu, segundo a editora, “a profissionalização do processo editorial que otimizou recursos e reduziu o tempo médio entre aprovação e publicação para seis meses”.

Recentemente, a revista ganhou reforços em áreas como a História, a Sociologia, a Museologia e a Linguística: o corpo de editores associados ganhou a contribuição de Márcio Couto, da Universidade Federal do Pará; de Henry Salgado Ruiz, Pontifícia Universidad Javeriana, da Colombia; de Marília Xavier Cury, da Universidade de São Paulo; e de Ana Vilacy Galucio.

Dois outros dossiês, um de Arqueologia e outro de Linguística serão publicados até dezembro deste ano.

 

Jimena Felipe Beltrão
Editora Científica
Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas

 

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